Economia & Mercado

Economista alerta para a falta de planejamento energético no Brasil e defende papel crucial do petróleo na transição energética

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Diretor esteve em evento que reuniu investidores e grandes players do mercado de combustíveis renováveis da Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews

Publicado em 12/02/2025, às 13h30   Vagner Ferreira e Rafael Albuquerque



A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb-BA) recebeu, na manhã desta quarta-feira (12), o economista e sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, em um evento que reuniu investidores e grandes players do mercado de combustíveis renováveis na Bahia.

Pires falou com o BNEWS sobre a diversidade energética tanto no Brasil quanto na Bahia. Segundo ele, "falta ao Brasil um planejamento energético".

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“O Brasil tem uma posição muito privilegiada no cenário de transição energética, com uma diversidade energética muito grande. O país tem muita água – até brincamos dizendo que o Brasil é a Arábia Saudita da água. O Brasil tem vento, sol, petróleo, gás natural, biomassa e biogás, com um potencial enorme. Estamos em uma situação muito confortável, se tivermos políticas para desenvolver essa vantagem comparativa que o Brasil tem”, disse o economista.

“E a Bahia tem uma função muito parecida com a do Brasil, pois também conta com grande diversidade energética. A Bahia tem petróleo, gás, vento e sol”, continuou.

O diretor da Fieb-BA ressaltou o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e utilizou o setor como inspiração para a transição energética. “Qual é o grande negócio do Brasil hoje? É o agronegócio. O Brasil é um grande supridor de alimentos para o mundo. Sempre falo que o Brasil não exporta apenas alimentos, mas fotossíntese, pois temos muita água e sol. E também podemos ser um grande supridor de energia, tanto para exportar quanto para o mercado interno”, disse.

Para Pires, a transição energética nos últimos anos tomou um caminho muito radical, e os ambientalistas começaram a acreditar que ela poderia ser feita sem petróleo, gás e carvão. “Não dá para fazer transição energética sem esses produtos, porque, se isso ocorrer, você cria uma inflação energética: a oferta diminui, mas a demanda continua crescendo”, apontou.

“O que Donald Trump [presidente dos Estados Unidos] está querendo dizer é: ‘olha, eu não vou abrir mão do petróleo americano, eu não vou abrir mão do gás americano’. E eu acho que o Brasil deveria seguir essa mesma linha. O petróleo vai continuar sendo uma energia importante, embora menos relevante do que foi no século 20, mas sem petróleo também não haverá transição energética”, concluiu.

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