Economia & Mercado

Entenda como ficam os investidores após venda do banco Master ser vetada pelo Banco Central

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O veto do Banco Central à compra do Banco Master pelo BRB levanta preocupações entre investidores e analistas do mercado financeiro.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/09/2025, às 08h02



O Banco Central (BC) vetou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) na última quarta-feira (3). Com isso, quem investiu em CDBs do banco, de olho na remuneração acima da média do mercado, ficou de orelha em pé uma vez que o acordo subiu no telhado. 

De acordo com O Globo, analistas do mercado financeiro apontam dois caminhos possíveis para o Banco Master: o primeiro, e mais radical, seria a intervenção ou liquidação do banco, que vem enfrentando problemas de liquidez para honrar seus compromissos — o que na avaliação dos técnicos do BC poderia representar um risco ao sistema financeiro.

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Já o segundo caminho seria buscar no mercado um novo interessado para a venda, ou o próprio BRB refazer sua proposta de compra. Especialistas avaliam que o Banco de Brasília, depois que souber as razões que levaram o BC a vetar o negócio, poderia refazer sua oferta — no entanto, as negociações começarão do zero.

O Master divulgou dados do desempenho no primeiro trimestre, com lucro de R$ 57,7 milhões, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2024. Mas os números do segundo trimestre ainda não foram divulgados e são um termômetro para entender como a operação de venda, anunciada no fim de março, impactou o desempenho das captações.

Analistas ouvidos pelo O Globo, informam que, no mercado secundário (onde são transacionados títulos já emitidos), os CDBs do Master estão sendo negociados com taxa de 20% ao ano, o que sinaliza que muitos investidores que compraram papéis estão desfazendo posições.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante ressarcimento de até R$ 250 mil do valor aplicado pelo investidor de bancos associados. No entanto, o FGC só é acionado se o Banco Central decretar a intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. De acordo com o próprio órgão, o objetivo é minimizar os riscos para os investidores.

Além disso, o fundo também atenua a possibilidade de ocorrerem corridas bancárias, isto é, evita que muitos clientes retirem recursos de um banco ao mesmo tempo, potencialmente levando a crises e até mesmo à falência da instituição. 

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