Economia & Mercado

Especialistas afirmam que setor de cafés especiais da Bahia tem potencial de crescimento; veja detalhes

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De olho na alta do setor, ocorre apontam Vitrine para o setor, ocorre 2ª edição da Feira Baiana de Cafés Especiais  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 18/07/2024, às 12h23 - Atualizado às 12h31



Os cafés especiais e gourmet, juntos, representam cerca de 2% de todo consumo de café no Brasil, mas o percentual, aparentemente pequeno, configura-se para produtores e a efervescente indústria baiana do setor apenas um dado que não demonstra o potencial de crescimento econômico do segmento.

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Pensando nessa projeção otimista de especialistas, acontece a 2ª edição da Feira Baiana de Cafés Especiais, em Salvador, nos dias 17 e 18 de agosto, no Doca 1, Comércio. “O termo café especial foi criado na década de 1970, de alguma maneira a novidade traz também um pouco de ceticismo. Porém, à medida que a indústria vai sendo construída, essa lacuna vai diminuindo. Este mês saiu uma pesquisa da Fapesp que fala sobre o consumo de café no ano de 2023 no Brasil. Eles trazem um dado que 0,08% do consumo é de cafés especiais, mas quando a gente vai para o café gourmet, o percentual está em 1,7%. Observamos que há um mercado enorme ainda em crescimento”, diz Vinícius Lima, torrador de cafés, consultor em pós-colheita e avaliação sensorial.

O consultor explica que, nos últimos anos, o mercado evoluiu na disponibilidade de café de alta qualidade, com o aumento no número de produtores focados nesse tipo de produção e que, por já serem disponibilizados em supermercados, os grãos especiais têm chegado aos lares: “A chegada ao mercado facilita e amplia a possibilidade de consumo, disseminando a cultura do café de alta qualidade, já que anteriormente esse tipo de cafés estava muito concentrado no ambiente das cafeterias”.

O torrefador Lucas Campos, fundador da Blenditta Torra de Bons Cafés e mestre de cerimônias da Feira Baiana de Cafés Especiais, diz que as pessoas vão encontrar no evento as principais marcas de café da Bahia e terão a oportunidade de experimentar vários cafés ao mesmo tempo, fazer um comparativo dos aromas e sabores e descobrir o melhor para o seu paladar.

Lima salienta que o consumidor pode checar algumas informações na própria embalagem do produto: categoria de qualidade, se é especial ou gourmet, informações de rastreabilidade - nome do produtor, fazenda, região, espécie e variedade. “Pode checar ainda o nível de torra, de moagem, notas sensoriais, que são informações que ajudam a antecipar para o cliente o que esperar daquele café. Outra dica interessante é a data de torra, quanto mais nova melhor”, indica.

“A feira será o espaço de conexão do consumidor com a cadeia produtiva dos cafés especiais, instituições privadas e Governo. Temos um objetivo comum maior, que é firmar a Bahia na posição de referência nacional em cafés especiais”, destaca o consultor.

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