Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 18/11/2025, às 12h19
O banco Master e o Banco de Brasília (BRB) produziram, ao menos, 20 títulos de créditos inexistentes para justificar o desvio de R$ 12,2 bilhões, conforme aponta a investigação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro nesta terça-feira (18). As emissões foram feitas entre os meses de janeiro e maio deste ano, segundo informações do jornal O Globo.
Uma parte desses títulos foram autenticados apenas em um dia em cartório de São Paulo. O caso aconteceu após o Banco Central solicitar acesso aos documentos enquanto o Master estava para ser vendido para o BRB. Na época, o acordo foi acertado para compra no valor de R$ 2 bilhões, equivalente a 58% do Master, além do controle da instituição ficar sob a responsabilidade dos atuais donos.
Montante desviado
No geral, dos R$ 12,2 bilhões que foram transferidos, apenas R$ 6,7 bilhões tiveram justificativa, mas através de contratos falsos. O restante, R$ 5,5 bilhões, foram associados a prêmios.
Segundo a reportagem, a princípio, os envolvidos apresentaram contratos de crédito consignado da Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba) e a Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia (Asteba), que estavam associadas a ao ex-diretor do Master, Augusto Lima
Depois, compraram uma empresa de fachada chamada sx016, alterando o nome para Tirreno, para produzir novos contratos falsos que justificassem os créditos, todos falsificados entre abril e maio deste ano. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, assumiu a responsabilidade durante o depoimento.
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