Economia & Mercado

Família dona de rede de supermercados com lojas na Bahia perde mais da metade da fortuna

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Patrimônio da família que controla o Grupo Mateus caiu 53,8% em 2026; rede mantém lojas em Salvador e outras cidades baianas  |   Bnews - Divulgação Unsplash / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/08/2026, às 10h46 - Atualizado às 11h32



A fortuna da família que controla o Grupo Mateus, rede de supermercados com operações na Bahia, sofreu uma forte queda em 2026. O patrimônio dos representantes da companhia no ranking anual de bilionários brasileiros da revista Forbes encolheu 53,8% e chegou a R$ 5,5 bilhões após um primeiro semestre marcado por crise fiscal, demissões e multas bilionárias.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28). Os três representantes da família controladora do Grupo Mateus são os únicos empresários do Maranhão presentes na lista de bilionários brasileiros.

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Na Bahia, o Grupo Mateus mantém 11 lojas em operação, incluindo uma unidade em Salvador, localizada no Salvador Norte Shopping. Outras dez estão distribuídas pelo interior do estado. A empresa também possui um Centro de Distribuição em Feira de Santana.

Filhos do fundador perdem mais da metade do patrimônio

Denilson Pinheiro Rodrigues, de 38 anos, e Ilson Mateus Rodrigues Júnior, de 42, filhos do fundador do Grupo Mateus, tinham patrimônio líquido estimado em R$ 2,1 bilhões cada no levantamento do ano passado.

Em 2026, a fortuna individual dos dois caiu para R$ 1 bilhão. A redução representa mais da metade do patrimônio atribuído a cada um deles anteriormente.

A mudança também atingiu a presença da família no ranking. Maria Barros Pinheiro, de 64 anos, mãe de Denilson e Ilson Júnior, aparecia na lista da Forbes de 2025 com patrimônio superior a R$ 2,3 bilhões. Neste ano, ela não consta no levantamento.

Grupo Mateus demitiu mais de 6 mil funcionários

Conhecido pela expansão nos segmentos de atacarejo, atacado e varejo nas regiões Norte e Nordeste, o Grupo Mateus atravessou meses de dificuldades em 2026.

Nos primeiros meses do ano, mais de seis mil funcionários foram demitidos em seis dos nove estados onde a empresa atua.

Os cortes foram justificados pelo grupo como "ajustes operacionais" voltados à "otimização" da dívida líquida da companhia, que pressionava a receita.

Multa bilionária da Receita Federal

Outro episódio ocorreu em junho, quando a Receita Federal aplicou uma multa de R$ 1,28 bilhão à Armazém Mateus, subsidiária atacadista do grupo.

A cobrança envolve a exclusão, da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de créditos presumidos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Foi a segunda multa contra o conglomerado maranhense pelo mesmo motivo em menos de dois anos. Em setembro de 2024, a Receita Federal já havia autuado o Grupo Mateus em R$ 1,06 bilhão.

Grupo mudou operação em três estados

Também em junho, o Grupo Mateus anunciou que sua bandeira deixaria de existir na Paraíba, em Pernambuco e Alagoas como parte de uma estratégia comercial.

As operações nesses estados foram unificadas em torno do Novo Atacarejo, rede pernambucana adquirida pelo Grupo Mateus no fim de 2024.

Na Bahia, a companhia mantém operações em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Itabuna, Ilhéus, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Barreiras, Alagoinhas e Jacobina.

Classificação Indicativa: Livre

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