Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 17/10/2025, às 11h41
O investimento realizado entre 2023 e 2024 pelo banqueiro Daniel Vorcaro na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG possui suspeita de lavagem de dinheiro de fundos que podem estar ligados com o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme aponta o colunista Rodrigo Capelo, do portal Estadão. As informações contém base em investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Isso porque, o veículo usado pelo banqueiro, o Galo Forte FIP, conforme aponta documentos disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pertencia a uma fileira de fundos, em modelo “fundo sobre fundo” – o mesmo que está sendo investigado na Operação Carbono Oculto.
O Atlético-MG informou, segundo a reportagem, que o veículo é constituído e regular perante a CVM e que o time “não tem conhecimento de quaisquer irregularidades”.
“O Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia é um veículo de investimento devidamente constituído e regular perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), sob administração da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA. A Trustee é uma empresa igualmente registrada perante a CVM. Referido fundo figura como acionista da Galo Holding S.A., contexto no qual o Atlético não tem conhecimento de quaisquer irregularidades”, disse o Atlético-MG por meio de nota, na reportagem.
Não há informações sobre os verdadeiros proprietários do Galo Forte FIP, mas a propriedade é atrelada a Vorcaro devido a forma como foi tratado publicamente. Outrossim, não se sabe quem são os cotistas de fundos no sistema da CVM, mas é possível ter noção sobre quais são os investimentos que compõem a carteira.
A Reag Gestora está sendo acusada de estruturar as operações. A cadeia de investimentos foi mapeada a partir da carteira de Vorcaro, que, por meio do fundo Olaf, fez aportes no fundo Hans, seguindo para o Alepo, Maia e o Astralo, que detinha cotas do Galo Forte, o fundo que adquiriu participação na SAF do Atlético-MG.
Segundo o MP-SP, “os fundos de investimento são apontados como um pilar central na estrutura do crime organizado sob apuração, sendo instrumentalizados para diversos propósitos criminosos, principalmente a ocultação e a lavagem de capitais”.
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