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Habemus Papam: Saiba quanto custa um Conclave

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Saiba quanto custa e quem paga pelos custos do conclave  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Vatican Media

Publicado em 10/05/2025, às 10h55   Publicado por Vagner Ferreira



A Igreja Católica celebrou nos últimos dias um de seus grandes ritos: o conclave para a escolha do novo papa. Com isso, milhares de fiéis estiveram na Praça São Pedro, no Vaticano, para acompanhar o resultado da eleição. 

A cerimônia contou com elementos como pombas e fumaça branca, além de movimentar o turismo, com visitas de cardeais, da imprensa e de fiéis de todo o mundo. Consequentemente, gerou altos custos. Mas, afinal, quem paga pela conta?

De acordo com informações do portal Uol, o próprio Vaticano arca com os custos da cerimônia, mas conta também com o apoio do governo italiano nas despesas com segurança. No geral, a estimativa estimada de gastos ficou por volta de 4,5 milhões de euros (R$ 29,3 milhões), segundo o então prefeito de Roma, Gianni Alemanno. A Itália, no entanto, ainda não contabilizou o custo final. 

Em balanço publicado pela Santa Sé, que é a cidade do Vaticano, o episódio do funeral do papa João Paulo II e a eleição de seu sucessor, Bento XVI, em 2005, resultou em um total de 7 milhões de euros (R$ 45,5 milhões, cotação atual) custeados pelo Vaticano. 

Já em 2013, com a renúncia de Bento XVI - devido à saúde debilitada, como insônia crônica, segundo o portal Exame -, e a preferência por Francisco, o gasto não foi informado, mas o país teve déficit de 24 milhões de euros (R$ 156 milhões). Com o passar dos anos esse déficit passou a ser cada vez maior.

Agora, em 2025, a cerimônia trouxe autoridades de todo o mundo, com direito a serviços de hospedagem, alimentação, serviço de lavanderia. Ainda, o país precisou preparar a Capela Sistina para o conclave e a Praça de São Pedro. Vale ressaltar que, para organizar as finanças e arrecadar recursos, o Papa Francisco lançou, em 2014, o Secretariado para a Economia.

Por fim, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, informou que não há nenhum "patrocinador" publicitário para colaborar com os custos. O país, no entanto, tem enfrentado redução nas doações dos fiéis.

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