Economia & Mercado

JP Morgan, um dos maiores bancos do mundo, rebaixa recomendação do real após vitória de Lula e prevê turbulência no mercado

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Banco vê necessidade de rever preços de ativos após resultado eleitoral e alerta para possível acionamento de mecanismos que interrompem negociações na segunda-feira (26)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Band
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 26/10/2026, às 08h39



A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) provocou uma mudança na avaliação do JP Morgan sobre os ativos brasileiros. O banco rebaixou a recomendação do real e dos títulos públicos nacionais de overweight (exposição acima da referência) para marketweight (exposição alinhada à referência), diante de um resultado eleitoral diferente do que o mercado esperava.

Segundo Vinicius Moreira e sua equipe de analistas, a definição da disputa presidencial deve provocar uma “reavaliação significativa” dos ativos quando as negociações forem retomadas nesta segunda-feira (26). A avaliação é de que os preços já refletiam a expectativa de um cenário eleitoral diferente.

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Com o resultado definido, o JP Morgan apontou três fatores que devem entrar no radar dos investidores: a reação da oposição, especialmente após Flávio Bolsonaro não reconhecer o resultado; a composição do novo governo; e a resposta dos mercados, considerando como as oscilações nos preços dos ativos e as mudanças nas expectativas podem afetar as perspectivas para as políticas públicas.

Banco prevê pressão sobre setores da economia

Na análise do JP Morgan, empresas voltadas ao mercado interno e mais sensíveis ao desempenho da economia brasileira podem sofrer uma queda expressiva. Já companhias exportadoras tendem a apresentar desempenho superior em um cenário de desvalorização do real.

“Em termos setoriais, os setores cíclicos domésticos devem sofrer forte queda, enquanto as empresas exportadoras devem apresentar desempenho superior, impulsionadas pela desvalorização da moeda”, afirmaram os analistas.

A equipe também alertou para a possibilidade de interrupções temporárias nas negociações diante da volatilidade esperada para o início da semana.

“É importante ter em mente que é provável que haja acionamento dos circuit breakers na segunda-feira. Esperamos que pelo menos parte disso ocorra”, disseram.

Os circuit breakers são mecanismos que suspendem temporariamente as negociações na bolsa quando determinados limites de queda são atingidos, com o objetivo de conter movimentos extremos e permitir que o mercado assimile as informações.

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