Economia & Mercado
A Cacau Show rescindiu o contrato, na última segunda-feira (2), com loja de Náira Alvim, primeira franqueada a relatar os abusos e a perseguição da empresa. A parceria foi encerrada dias depois da publicação das denúncias.
“Entraram lá e colocaram as placas de ‘fechado’. Eu soube pelos vizinhos”, contou Naíra, que estava transferindo a franquia após acumular dívidas. Faltavam dias para o negócio se tornar definitivo.
“Considerando que a tentativa de venda da loja foi frustrada e considerando também que não temos mais interesse na continuidade da relação estabelecida no contrato de franquia, nos termos da cláusula 6.4, no prazo de 30 (trinta) dias contados desta data, o contrato estará rescindido”, dizia a justificativa da Cacau Show.
Depois que Náira denunciou a maior franqueadora do país, dezenas de outros franqueados e ex-franqueados seguiram o mesmo exemplo. Umas das acusações que mais chamou atenção foi sobre o clima de “seita” dentro da Cacau Show, com punições para quem questiona as normas e práticas da empresa.
Quem comandava boa parte dos momentos devocionais é Alexandre Tadeu da Costa, conhecido como Alê Costa, fundador e CEO da Cacau Show. Mesmo diante deste cenário, Alê negou as acusações.
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