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Mercado Financeiro: Descubra como a taxa Selic afeta você

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Taxa Selic representa os juros básicos da economia brasileira  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 05/02/2025, às 12h55 - Atualizado às 12h58



O Comitê de Política Monetária (Copom) é como o motorista da economia brasileira: ele não controla o motor, mas pode acelerar, frear e corrigir a direção para manter o país no caminho certo.

É o que explica o prof. MSc Maurício Takahashi, docente de Finanças, Economia e Métodos Quantitativos do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Alphaville. Segundo ele, quando os preços começam a subir rápido demais, como um carro descendo uma ladeira em alta velocidade, o Copom pisa no freio, aumentando os juros.

Ou seja, os movimentos da Selic influenciam todas as taxas de juros praticadas no país. Foi exatamente isso que aconteceu em 29 de janeiro de 2025, quando a taxa Selic foi elevada para 13,25% ao ano. O objetivo, ao tornar o crédito mais caro e escasso, é reduzir o consumo, ajudando a controlar a inflação. Mas, como qualquer freada brusca, isso pode fazer a economia perder velocidade e até derrapar em alguns setores.

Takahashi esclarece de forma didática: “Quando você pega dinheiro emprestado, está basicamente trazendo recursos do futuro para usar hoje. Agora, com os juros mais altos, o custo desses recursos aumentou. Isso significa que, para novas operações, financiar um carro, comprar uma casa ou parcelar compras ficou mais caro’.

O mesmo vale para empreendedores que precisarem de novo crédito para expandir os negócios. “Para quem tem empréstimos já contratados, nada muda se tais compromissos não forem indexados. Com menos gente e empresas se endividando, o consumo tende a cair e a economia pode esfriar. Por isso, quem depende de financiamentos deve calcular bem os custos antes de assumir parcelas maiores”, ressalta o especialista em finanças.

E conclui: “Por outro lado, para quem tem dinheiro aplicado, a fase é favorável. Com os juros elevados, investimentos de renda fixa, como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI, oferecem retornos mais atrativos e alta liquidez, ou seja, a possibilidade de resgatar o dinheiro rapidamente quando necessário. É como deixar seu dinheiro trabalhando para você, sem precisar correr grandes riscos no mercado de ações. O segredo é acompanhar as mudanças e saber a hora certa de ajustar a velocidade para dirigir melhor nesse caminho de oscilações econômicas”.

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