Economia & Mercado
O Natal de 2024 desperta otimismo entre os empresários do varejo e movimenta a economia brasileira, com projeções significativas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a temporada natalina deverá movimentar cerca de R$ 69,75 bilhões, marcando um crescimento de 1,3% em comparação ao ano anterior.
Para o economista Fabio Ongaro, também Vice-Presidente de Finanças da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – Italcam, a expectativa de crescimento pode ser atribuída a uma série de fatores econômicos.
“Em primeiro lugar, o controle da inflação tem sido crucial para manter o poder de compra dos consumidores brasileiros. Com preços estáveis, eles se sentem mais confiantes em gastar. Além disso, a oferta de crédito, embora com juros elevados, tem facilitado o acesso a compras parceladas, permitindo que mais consumidores realizem seus desejos de compra”, explica o especialista.
Ongaro acrescenta que outro aspecto positivo vem da recuperação gradual da renda, que é sustentada pela criação de empregos formais e pelos reajustes salariais em diversos setores estratégicos. Este cenário não só aumenta o poder aquisitivo, mas também reforça a confiança dos consumidores na economia.
Desafios do Setor Varejista e da Economia
Apesar do cenário otimista, a economia enfrenta desafios significativos. O alto nível de endividamento do brasileiro limita o potencial de consumo, forçando muitos deles a priorizarem o pagamento de dívidas. Além disso, a concorrência acirrada entre os comerciantes resulta em uma pressão constante sobre as margens de lucro, exigindo que as empresas busquem inovação e eficiência operacional para se destacarem no mercado.
“Ainda assim, o Natal continua sendo uma data crucial para o varejo, representando até 30% do faturamento anual das empresas de comércio no Brasil. A previsão de crescimento para 2024 sublinha a importância deste período, especialmente em um cenário econômico que mostra sinais de recuperação e crescimento, embora tenha oscilações impactantes”, ressalta o economista Ongaro, que também é empresário, CEO da Energy Group.
O especialista aponta dez dicas para o consumidor evitar dívidas a longo prazo e não deixar de comprar neste Natal. “Com algumas estratégias de planejamento, é possível presentear sem comprometer a saúde financeira”, pontua Ongaro.
Defina um orçamento: estabeleça um limite de gastos e respeite-o rigorosamente.
Faça uma lista de presentes: anote os nomes e defina valores máximos para evitar compras impulsivas.
Pesquise preços: compare valores em diferentes lojas e utilize aplicativos para garantir o melhor custo-benefício.
Evite parcelamentos longos: prefira pagamentos à vista ou em poucas parcelas para não comprometer o orçamento futuro.
Aproveite promoções reais: fique atento a descontos legítimos após a Black Friday ou próximos ao Natal.
Considere presentes personalizados: itens feitos em casa podem ser econômicos e emocionantes.
Use o cartão de crédito com responsabilidade: controle os gastos e evite dívidas desnecessárias.
Faça compras coletivas: considere dividir custos com amigos ou familiares para presentes em grupo.
Planeje com antecedência: evite compras de última hora que tendem a ser mais caras, te deixam sem alternativas.
Priorize o significado, não o valor: lembre-se de que o mais importante é o gesto de carinho e afeto.
“Desta forma, é possível desfrutar das festividades natalinas de maneira consciente, evitando o peso das dívidas e iniciando o ano novo com tranquilidade financeira”, conclui o economista Ongaro.
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