Economia & Mercado
Publicado em 28/01/2025, às 12h35 Vagner Ferreira e Verônica Macedo
Empresários, gestores e interessados estão discutindo, nesta terça-feira (28), as “Perspectivas Econômicas & Reforma Tributária 2025”, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA).
O consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, conversou com o BNews sobre o reflexo da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece também nesta terça-feira (28), pelo Banco Central, com o novo presidente da Instituição financeira, Gabriel Galípolo.
Uma das medidas a serem discutidas na reunião da Copom é sobre o aumento da taxa selic, indo de 12,25%, para 13,25% ao ano. Dietze comentou: “As perspectivas para 2025 são positivas. A gente não consegue mudar a trajetória de um transatlântico da noite para o dia. Esse efeito do aumento de juros vai ser visto no médio e longo prazo, daqui a seis meses. O que a gente espera é, basicamente, impactos em dois cenários: do primeiro semestre, ainda com o carregamento que tivemos do bom cenário de 2024, e uma desaceleração no segundo semestre com esse aumento de juros.
“A princípio, esse juros deve ficar a 14,25%, podendo chegar a 15%, e isso vai ficar mais caro para o consumidor na hora de contrair um crédito para comprar de um veículo, de uma geladeira, de um fogão, e para o empresário, que vai contrair esse crédito para investimento. Vai ficar difícil para a economia, esfriando ainda mais”, continuou o consultor econômico.
Dietze disse que o Brasil precisa mudar o seu atual cenário de negócios, tornando o ambiente mais favorável. “No termômetro, estamos em um estado febril, nós não estamos alinhados. Precisamos equilibrar nossas contas públicas, porque isso é um termômetro para os investidores internos”, contou.
“Pode até ter um crescimento, evidentemente, mas será sempre aquele voo de galinha, com desconfiança. Se a gente consertar o problema fiscal e colocar o norte correto, isso vai melhorar o câmbio, a taxa de juros e todo o ambiente econômico”, continuou.
Dietze disse que a reforma tributária vem com a proposta de trazer uma melhora para o cenário econômico do país, mas que vem com uma alíquota bastante elevada, que vai prejudicar o setor de comércio e serviços, que são grande geradores de emprego e renda.
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