Economia & Mercado

Odebrecht entra em disputa por obras de ferrovia estratégica na África

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Odebrecht disputará contratos de um corredor que ligará regiões produtoras de cobre e cobalto ao litoral de Angola, em projeto apoiado pelos Estados Unidos  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 29/10/2026, às 14h44



A Odebrecht foi selecionada para negociar contratos de construção de trechos do Corredor do Lobito, uma ferrovia estratégica para o transporte de minerais da África Central até o litoral de Angola. A empresa, controlada pela Novonor, integra um grupo de construtoras que disputam obras de uma nova ligação ferroviária voltada à exportação de cobre e cobalto.

A seleção foi conduzida pela Africa Finance Corporation (AFC), instituição responsável pelo desenvolvimento da parte do projeto que atravessa a Zâmbia.

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As empresas escolhidas terão preferência nas negociações dos contratos, previstas para começar no próximo mês e durar entre oito e 12 semanas.

A Odebrecht negociará com a portuguesa Mota-Engil a construção do trecho entre a fronteira de Angola com a Zâmbia e Luacano, em território angolano. Já a italiana Webuild, a Mota-Engil e a turca IC Ictas foram selecionadas para negociar as obras entre Chingola, na Zâmbia, e a fronteira angolana.

Ferrovia estratégica 

O Corredor do Lobito terá aproximadamente 1.739 quilômetros e conectará Kolwezi, na República Democrática do Congo, ao porto de Lobito, em Angola. O projeto prevê uma ligação mais eficiente entre áreas de extração mineral e rotas marítimas de exportação, reduzindo o tempo e os custos de transporte.

A iniciativa conta com apoio financeiro dos Estados Unidos e faz parte dos esforços para diversificar o acesso ocidental a minerais essenciais para a transição energética, em um cenário de forte presença chinesa nas cadeias de produção e processamento desses recursos.

A expectativa é que a nova infraestrutura facilite o escoamento de cobre e cobalto para mercados internacionais. A República Democrática do Congo e a Zâmbia estão entre os principais produtores africanos de cobre, enquanto o Congo lidera a produção mundial de cobalto, utilizado na fabricação de baterias.

Em entrevista, o presidente-executivo da AFC, Samaila Zubairu, classificou a seleção das empresas como um avanço para o projeto e afirmou que as obras poderão começar em seis a oito meses. O executivo, porém, não divulgou o valor dos contratos.

presidente executivo da AFC
Reprodução/Bloomberg

Classificação Indicativa: Livre

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