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Pesou aí? Veja o aumento de impostos que ocorrem no início deste ano

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O novo ano também promove mudanças no bolso com aumento de impostos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Alicia Christin Gerald / Unsplash
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 07/01/2026, às 13h41 - Atualizado às 14h53



O novo ano também promove mudanças no bolso. Em 2026, um dos impostos com aumento foi o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, válido desde o dia 1. 

Com a decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o órgão que reúne representantes do governo federal e dos estados, a gasolina sofreu uma elevação de R$ 0,10 por litro, indo para R$ 1,57. O diesel teve aumento de R$ 0,05 por litro, indo para R$ 1,17 e o gás de cozinha teve aumento de R$ 1,05 por botijão.

Outro que teve aumento foi Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU), que teve reajuste em 4,46%. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, assinou o Decreto 41.304/26, com decisão foi publicada no Diário Oficial do Município, no dia 30 de dezembro.

O aumento se estende à Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) conhecida como 'taxa de lixo'. A prefeitura calculou o reajuste com base no acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2025, uma das mais tradicionais medidas de variação da inflação no Brasil.

Outros aumentos

Para contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil, uma nova tributação gradual, com alíquota máxima de 10% em 2026, entrou em vigor, chamada de Tributação de Altas Rendas.

Novas siglas

O novo ano também marcou o começo da mudança no sistema de impostos do Brasil. As antigas letrinhas dos impostos antigos deu lugar ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.

Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos. A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo, que afeta produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, inicia em 2027. Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

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As empresas passam a destacar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, federal) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, estadual e municipal) nas notas fiscais, mas em caráter de teste e com alíquotas reduzidas/simbólicas (0,9% de CBS e 0,1% de IBS).

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