Economia & Mercado

Pesquisa afirma que profissionais LGBTQIAPN+ recebem 12% a menos; entenda motivos

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Profissionais LGBTQIAPN+ ganham 12% a menos que colegas heterossexuais em cargos equivalentes.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil


Mesmo com o avanço de políticas de diversidade e inclusão, profissionais LGBTQIAPN+ continuam enfrentando um abismo salarial em relação a colegas heterossexuais que ocupam os mesmos cargos e desempenham funções equivalentes. O Panorama da População LGBTQIAPN+ no Mercado de Trabalho Brasileiro, realizado pela consultoria Diversiteral, analisou dados de mais de 55 empresas de médio e grande porte no País e constatou a triste realidade. A diferença média é de 12%.

Segundo informações do portal Terra, entre os principais fatores que ajudam a explicar essa diferença de remuneração, estão questões estruturais que envolvem desde o recrutamento até a ausência de redes de apoio. 

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Embora pessoas LGBTQIAPN+ representem 10,1% da força de trabalho ocupada no Brasil, apenas 6,1% chegam a cargos de gerência e só 4,9% alcançam posições executivas. 

Além disso, o estudo também revelou que profissionais LGBTQIAPN+ costumam receber ofertas salariais iniciais menores, reforçado por estereótipos sobre "adequação cultural" que ainda dominam parte dos processos seletivos, influenciando negativamente a percepção sobre o potencial desses profissionais.

Outro fator que impacta os profissionais também impacta a forma como profissionais LGBTQIAPN+, é o receio de julgamento ou retaliações, o que acaba por refletir na forma como lidam com negociações. De acordo com a pesquisa, 27% não se sentem à vontade para revelar sua orientação sexual ou identidade de gênero no trabalho, o que acaba refletindo na hora de pleitear promoções ou aumentos.

As pessoas LGBTQIAPN+ ainda sofrem com a exclusão de círculos informais de influência é mais um impedimento para o avanço dessas pessoas no ambiente corporativo. A ausência de líderes aliados ou referências próximas compromete o acesso a cargos mais altos, muitas vezes ocupados por indicação.

Além disso, a necessidade de omitir parte da identidade para evitar discriminação gera estresse contínuo e compromete o bem-estar no ambiente profissional. Isso também impacta a percepção de engajamento e confiança, fatores que costumam pesar na hora de decisões sobre bônus ou promoções.

Para reverter esse cenário, especialistas destacam que as empresas precisam ir além das boas intenções e adotar práticas concretas de enfrentamento às desigualdades.

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