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Pesquisa aponta que três em cada cinco brasileiros planejam mudar de emprego em 2025; saiba detalhes

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Milton Beck, do LinkedIn, destaca a importância de estratégias mais eficazes na contratação e avaliação de candidatos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 21/01/2025, às 10h29



Um levantamento feito pelo LinkedIn mostrou que três em cada cinco profissionais no Brasil pretendem buscar por um novo emprego em 2025. Porém, mesmo com as boas perspectivas de mercado, mais da metade dos entrevistados acredita que o processo de seleção será mais difícil que no ano anterior.

Já 40% dos entrevistados avalia que os requisitos anunciados pelas empresas não costumam ser realistas. Enquanto 72% dos profissionais de RH acreditam que o mercado está mais competitivo e exige novas estratégias para atrair e reter talentos.

O maior interesse em buscar novos desafios está na Geração Z, que contempla os nascidos entre 1997 e 2010. Os presentes na faixa etária são 68% que planejam procurar outro emprego, seguidos pelos Millennials (geração entre 1980 e 1995) com 65%, a Geração X (nascidos entre 1965 e 1981) com 51%, seguidos dos Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) que tem 41% de intenções em buscar outra carreira ou um novo vínculo empregatício.

Os novos rumos de mercado também impactam no trabalho dos recrutadores, sendo que 35% deles gastam entre 3 e 5 horas por dia analisando currículos. Porém, 81% dos profissionais afirma que menos da metade das candidaturas atende aos requisitos propostos pelas empresas.

Em entrevista à Revista Exame, o diretor geral do LinkedIn na América Latina e África, Milton Beck, comentou o levantamento.

“Precisamos ajudar as pessoas a serem mais estratégicas em como contratam e são contratadas. Inclusive, na forma como anunciamos as vagas, já que 36% dos(as) profissionais relatam dificuldade em avaliar se uma oportunidade é compatível com suas qualificações”, afirma.

Outros dados obtidos também apontam que 17% dos candidatos não avaliam suas habilidades antes de se candidatarem, enquanto 26% passam menos de 10 minutos realizando uma análise mais aprofundada. Além disso, 85% dos entrevistados acreditam que as relações interpessoais são mais fortes e importantes do que a qualificação técnica.

A inteligiência artifical também se revelou um artifício utilizado em grande escala, onde 43% dos profissionais utilizam a IA para personalizar currículos e cartas de apresentação. Além disso, 56% dos entrevistados planeja aprender a usar a IA para otimizar as candidaturas em 2025, com grande ênfase nas mulheres da Geração X, onde 58% delas lidera as intenções de uso.

“A crescente adoção de IA reflete uma transformação na forma como encaramos o processo seletivo, permitindo maior personalização e otimizando o tempo de todos os envolvidos”, completa Beck.

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