Economia & Mercado
A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA) iniciou, nesta quinta-feira (12), a operação “De Olho no Preço”, voltada ao monitoramento e à fiscalização da formação dos preços dos combustíveis no estado.
Na primeira etapa da ação, o órgão notificou a Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, para que apresente esclarecimentos sobre a política de preços adotada nos últimos 30 dias.
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De acordo com o Procon-BA, a empresa deverá informar, no prazo de cinco dias, detalhes sobre os reajustes aplicados à gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum, diesel S-10 e etanol. O órgão também solicitou documentos que comprovem os custos de aquisição e a composição dos preços praticados.
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A notificação busca identificar se a alta registrada nos combustíveis tem fundamento econômico. O órgão afirma que também avalia o impacto da valorização internacional do petróleo, cenário que tem sido influenciado por tensões geopolíticas e tem gerado pressão sobre o mercado.
Além da refinaria, postos de combustíveis também estão sendo fiscalizados. Os estabelecimentos foram questionados sobre os valores praticados antes dos reajustes recentes e deverão apresentar justificativas caso tenham aplicado aumento nos preços.
Segundo o Procon-BA, os dados informados pelos postos serão cruzados com as informações fornecidas pela refinaria para verificar se houve repasse considerado abusivo ao consumidor.
O órgão informou ainda que o descumprimento das notificações pode resultar em sanções administrativas, aplicação de multas e outras medidas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
A operação seguirá com a análise da documentação apresentada e poderá resultar na abertura de processos administrativos. Procurada pela reportagem do BNews, a Acelen afirma que "os preços dos seus produtos para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo".
Além disso, a refinaria também destacou que possui uma "política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado".
Alta nos combustíveis
O valor do litro da gasolina nos postos de Salvador chegou a R$ 7,49, segunda alta registrada em cinco dias. De acordo com o g1, o novo reajuste foi aplicado após aumento no valor do combustível vendido pela refinaria, marcando a segunda alta registrada em menos de uma semana no estado.
A Acelen informou que o preço do litro para os revendedores sofreu reajuste de 7,5%, saindo de R$ 2,8845 para R$ 3,1018. De acordo com a companhia, este é o maior valor desde outubro de 2025.
Confira preços em postos de Salvador:
Veja a nota do do Procon-BA na íntegra:
"A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba), deu início nesta quinta-feira (12) à Operação “De Olho no Preço”, com o objetivo de monitorar e fiscalizar a formação dos preços dos combustíveis. A alta internacional do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, tem gerado expectativa no mercado e pressionado os preços, mesmo sem anúncio oficial de reajuste no Brasil.
Na primeira fase da operação, o órgão notificou a Refinaria de Mataripe S.A. (Acelen) para prestar esclarecimentos sobre a política de preços praticada nos últimos 30 dias. Além de justificativas econômicas para o impacto da alta internacional do petróleo no mercado nacional, o PROCON - BA solicitou que a refinaria apresente outros documentos que comprovem os custos de aquisição e a formação de preços. A notificação exige que a empresa apresente, no prazo de cinco dias, informações detalhadas sobre os reajustes aplicados na gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum, diesel S-10 e etanol.
Já nos postos de combustíveis, os fornecedores estão sendo questionados sobre os preços praticados antes dos reajustes atuais e quais as justificativas, caso tenham promovido aumento.
Estamos realizando o cruzamento de dados da refinaria com os dos postos para identificar se os aumentos repassados à população são abusivos ou se carecem de fundamento econômico.
O descumprimento das notificações poderá acarretar em sanções administrativas, multas e outras consequências legais, conforme previsto na Lei nº 8.078/90 e no Decreto nº 2.181/97 do CDC. A operação “De Olho no Preço” segue em andamento, com a análise dos documentos e lavratura de processos administrativos."
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