Economia & Mercado

“Prejuízo ao café brasileiro pode ser irreversível”, diz Cecafé sobre o tarifaço

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A manutenção da taxa imposta pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, preocupa diversos exportadores do produto  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 17/11/2025, às 19h35 - Atualizado às 19h36



Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), relatou nesta segunda-feira (17), que a tarifa de 40% mantida pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro pode ser irreversível por colocar em risco o mercado nacional do grão.

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A menor safra do Brasil piora o cenário, e especialistas entendem que a mudança da mistura de grãos, chamada de blends, e os fornecedores podem se tornar permanentes. De acordo com o Portal Uol, Matos acha que é mais fácil trabalhar com a ampliação da lista de isenção de produtos do que uma isenção temporária das tarifas impostas pelos EUA.

Por mais que as medidas tenham sido com o objetivo de reduzir a inflação no ambiente interno, a gente fica muito preocupado com toda essa dinâmica, porque a questão quando você exporta não é exatamente só a sua tarifa, é como é a sua tarifa em relação a todos os seus concorrentes. E como nossos concorrentes estão? Os nossos concorrentes estão com a tarifa zerada e nós estamos com 40%. Então essa medida para o Brasil amplia uma distorção e nos distancia dos nossos concorrentes em termos de competitividade”.

O diretor afirma que os concorrentes do Brasil estão fazendo diversos contratos em que têm como função as relações comerciais e a ação pode prejudicar o mercado nacional de forma irreversível.

Isso é um grande prejuízo para o Brasil, porque os nossos concorrentes estão fazendo contratos, contratos de curto, médio, longo prazo, estão estruturando relações comerciais, olhando o futuro, os consumidores estão se adaptando a esses novos blends, a esses novos parâmetros sensoriais. Então, o que é um prejuízo hoje pode ser um prejuízo maior amanhã e pode ser, inclusive, irreversível”.

Apesar da diminuição das exportações por conta da menor safra, o diretor-geral ressaltou que o Brasil segue vendendo para 120 países, mas defende que não pode abrir mão do mercado estadunidense e que a negociação deve ser uma via de mão dupla para priorizar os produtos estratégicos.

O Brasil exporta para 120 países, mas estamos com níveis mais baixos, dado que é uma safra bem menor de 2025. O que é importante destacar é que nós não podemos abrir mão do principal mercado, que é a sede das grandes empresas que inclusive operam no mundo todo”.

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