Economia & Mercado
Publicado em 24/04/2025, às 09h43 - Atualizado às 10h08 Publicado por Vagner Ferreira
Os funcionários que foram demitidos há quase duas semanas da companhia aérea Voepass, com sede em Ribeirão Preto (SP), estão cobrando o pagamento dos salários e direitos trabalhistas, conforme informações do poratl g1. A classe trabalhadora está alegando que a empresa não deu detalhes sobre previsão de pagamento e nem de questões relacionadas aos seguro-desemprego.
Um dos funcionários informou que, pela lógica, os salários deveriam ser pagos na segunda-feira (21), o que não aconteceu. “Não recebemos e não temos informação de quando vai ser a homologação, não temos a papelada para dar entrada no seguro-desemprego, não temos nada no nosso Fundo de Garantia porque a empresa nunca depositou o Fundo de Garantia. A gente está a ver navios, sem resposta de ninguém”, protestou a ex-funcionária, Bianca Alves de Oliveira, segundo a reportagem.
Mediante a repercussão, a Voepass informou que os pagamentos estão incluídos no pedido de recuperação judicial. Em contrapartida, o Tribunal de Justiça de São Paulo indicou que não há respostas sobre o pedido da empresa.
A crise da companhia aérea se intensificou após a queda de uma de suas aeronaves em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, provocando a morte de 62 pessoas. A Voepass, no entanto, anunciou por meio de seu presidente, José Luiz Felício Filho, a cerca de um mês, uma demissão em massa, incluindo tripulação, aeroportuários e pessoas de áreas de apoio. Com isso, os funcionários foram convocados a assinar a rescisão.
“A gente sabia que a empresa estava indo com dificuldade pelo acordo judicial, mas da maneira que foi, todo mundo ser mandado embora, foi desumano. A gente não tem informação, isso é meio complicado”, disse o editor de qualidade, Natan de Lima, conforme o g1.
“A gente espera que vai ser pago, fomos mandados embora e informados que tal dia iria ser pago, mas aí não somos. A gente tem conta de filho na escola, despesa do mês, mas não tem nenhum tipo de segurança. Se a gente não recebeu nem o salário, imagine receber seguro, FGTS? Eu até tinha pouco tempo, mas tem gente que tem mais de dez anos de empresa, que mudou de cidade para vir para cá, que não tem nem onde ficar mais e como receber”, continuou ele.
O ex-colaborador, Edivandro Brito da Silva Filho, que atuava no ramo de aviação civil há 28 anos e com manutenção de estrutura de aeronaves, relatou que está passando por dificuldades após a demissão.
“Infelizmente, é só tristeza. São 28 anos de aviação que eu já tenho, desde 1997, e nunca passei por isso. Já fui funcionário de outras empresas e, infelizmente, é a primeira vez que eu tenho passado por isso. É triste, a gente se dedicar a uma empresa, se dispõe a estar 24 horas aqui dentro... Se vocês pegarem o ponto do pessoal, vocês vão ver que havia pessoas que ficavam de 24 a 36 horas aqui dentro, incluindo sábados e domingos. E a gente é demitido dessa forma”, lamentou Edivandro.
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