Economia & Mercado

SEI afirma que exportações baianas registraram queda em janeiro; saiba detalhes

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Resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2021  |   Bnews - Divulgação Divulgação SEI/ Jean Wagner
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 10/02/2025, às 17h40



As exportações baianas registraram, neste mês de janeiro, uma queda de 33,8% com relação ao mesmo período de 2024. No ano passado, o montante foi de US$ 997,6 milhões exportados, já em 2025, o valor contabilizado em dólar, foi de US$ 660,2 milhões.

Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), o recuo é um reflexo na diminuição do volume de embarques, devido, principalmente, à entressafra da soja, que é considerado o destaque, quando o assunto é exportação no estado.

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Segundo o órgão, os embarques foram reduzidos em 75%. Além da soja, houve também uma queda nos embarques da celulose, dos derivados de petróleo e dos produtos químicos. O levantamento foi feito com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em compensação, a redução do volume de embarques, que recuou como um todo, em 49,2% em relação a janeiro de 2023, alguns produtos sofreram aumento em seus preços. Entre estes estão o café e celulose, metais preciosos, cacau e petróleo. O resultado é considerado o mais baixo para meses de janeiro, desde 2021, período em que a balança comercial do estado havia registrado déficit de US$ 64,6 milhões. Neste momento, o déficit é de US$ 217,1 milhões.

Conforme a SEI, todos os grandes setores apresentaram queda em relação ao mesmo mês de 2023. A indústria de transformação registrou variação negativa de 36%, somando US$ 240 milhões. O setor de agropecuário, afetado pelo mau desempenho da soja, teve uma redução de 41% nas exportações no comparativo interanual, alcançando US$ 306 milhões. A indústria extrativa foi om setor que menos sofreu queda. O percentual registrado foi de 0,8%, passando a US$ 90,7 milhões.

As exportações brasileiras para China caíram 65,8%, no primeiro mês de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. O país é o principal destino dos produtos baianos. As vendas totais para a Ásia também recuaram, ficando 66,4% mais baixa.

Com a mesma base de comparação, a SEI revelou que “as vendas para a América do Norte diminuíram 10,7%, enquanto para a América Latina, incluindo o Mercosul, subiram 84%, puxado pelo aumento das vendas para a Argentina em 50%, devido a base baixa de comparação. Para a União Europeia, houve expansão de 29,4%”.

Ainda de acordo com a Superintendência, as importações seguem na contra mão das exportações e vêm registrando crescimento. “Em janeiro, elas alcançaram US$ 877,3 milhões – crescimento de 25,7%, com destaque para o grande aumento das compras de bens intermediários, que cresceu 47,7%, puxado por fertilizantes (198%), cacau em bruto (405,8%), além de outros insumos, peças e células fotovoltaicas em painéis, que acusou crescimento de 440% no comparativo interanual. Em volume, as importações também cresceram 23,2%, principalmente dos EUA e da China”.

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