Economia & Mercado

Tarifaço é ineficaz até para americanos, diz economista

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Tarifaço de Trump é criticado por Dani Rodrik, economista de Harvad  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ internet
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 23/08/2025, às 11h23



Uma medida que surgiu contra parceiros comerciais acabou se mostrando ineficaz até mesmo para os próprios Estados Unidos, de acordo com Dani Rodrik, professor e economista da Universidade de Harvard. Segundo ele, as sucessivas taxações sobre produtos importados, uma das principais políticas externas de Donald Trump não servem nem para estimular a economia americana, nem para garantir melhores empregos à população.

"Há uma boa chance de que, no fim das contas, isso seja autodestrutivo", afirmou Rodrik.

O economista possui um extenso repertório acadêmico e inúmeros prêmios. Atualmente, é codiretor do programa Reimagining the Economy, na Kennedy School, e da rede Economics for Inclusive Prosperity. Entre 2021 e 2023, presidiu a Associação Econômica Internacional, período em que ajudou a fundar a iniciativa Women in Leadership in Economics.

Durante a passagem pelo Brasil, Rodrik fez críticas à política econômica de Trump.“O problema com a América de Trump não é o nacionalismo econômico, mas que ele não está adotando políticas suficientemente nacionalistas. Na verdade, não está claro a quem essas medidas servem,  o que posso afirmar é que não têm beneficiado o interesse econômico americano”, disse.

Rodrik também destacou que o aumento das tarifas pode até elevar a arrecadação ou os lucros de algumas empresas americanas, mas isso não garante efeitos positivos duradouros.

“As tarifas apenas aumentam a lucratividade de determinados segmentos da manufatura. Mas, quando algumas empresas passam a lucrar mais, elas necessariamente inovam mais? Investem mais? Valorizam seus trabalhadores? Contratam mais pessoas? Buscam ser mais competitivas? Nem sempre. Muitas vezes, os ganhos são simplesmente revertidos em benefício de gerentes e acionistas”, avaliou.

Por fim, o economista citou a China como exemplo de modelo de crescimento. “O país tem seguido políticas que colocam, acima de tudo, seus próprios interesses econômicos nacionais. Como resultado, essas medidas foram, na maioria, bem planejadas e eficazes para o crescimento econômico”, concluiu.

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