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TCU analisa operações de compra de carteiras do Banco Master pelo BRB; saiba mais

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Uma apuração para verificar as operações de compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB foi aberta pelo TCU  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Master
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 03/02/2026, às 12h25



Uma apuração para verificar as operações de compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Através de uma representação apresentada por Lucas Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público de Contas junto ao TCU, a apuração foi instaurada e se encontra sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus.

O relator já conduz outro processo ligado ao Banco Master, na investigação da liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro de 2025. Com a abertura do procedimento, o TCU vai analisar as operações realizadas pelo BRB na aquisição das carteiras do banco controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, e também da atuação do diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, e de outros agentes públicos envolvidos no caso.

O que revela o documento

De acordo com informações do Metrópoles, que teve acesso ao documento assinado por Lucas Furtado, o texto vai buscar averiguar  eventual prejuízo causado ao banco público do Distrito Federal e, consequentemente, ao erário, além da responsabilidade dos envolvidos, com possibilidade de aplicar sanções e outras medidas cabíveis. 

“É inaceitável que recursos públicos sejam colocados em risco dessa forma, especialmente em um país onde tantas áreas essenciais, como saúde, educação e segurança, carecem de investimentos adequados. O dano ao erário, nesse caso, é evidente e gravíssimo”, escreveu o procurador.

“Além disso, a suposta interferência do Diretor de Fiscalização do Banco Central, Sr. Ailton Aquino, ao solicitar que o BRB adquirisse créditos do Banco Master, mesmo diante de indícios claros de irregularidades, é algo que não pode ser ignorado. Essa atitude, se confirmada, pode configurar um desvio de finalidade e um abuso de poder que afrontam diretamente os princípios mais básicos da administração pública, como os da legalidade, moralidade e eficiência”, prossegue Lucas Furtado.

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O documento também aponta que a apuração deve atingir gestores do BRB, como o ex-presidente Paulo Henrique Costa, além de integrantes do Conselho de Administração que “possam ter agido de forma negligente ou até mesmo conivente ao aprovar operações que, desde o início, apresentavam sinais claros de irregularidades”.

“A fragilidade financeira do Banco Master e a possibilidade de fraude eram alertas que não poderiam ter sido ignorados. No entanto, os gestores parecem ter fechado os olhos para esses sinais, o que levanta sérias dúvidas sobre sua responsabilidade e comprometimento com o interesse público. A negligência ou conivência, nesse caso, é algo que não pode ser tolerado, e os responsáveis devem ser devidamente responsabilizados”, completa o integrante do MP junto ao TCU.

Classificação Indicativa: Livre

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