Economia & Mercado
por Bruna Rocha
Publicado em 03/01/2026, às 16h15 - Atualizado às 16h35
Com a apreensão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida neste sábado (3), surge a principal dúvida: como o país pode reagir?
A Venezuela dispõe de um arsenal militar herdado de governos anteriores. As Forças Armadas venezuelanas são consideradas bem armadas, com equipamentos avançados adquiridos durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013. Entre esses armamentos estaria um sistema de defesa aérea S-300VM, de fabricação russa.
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Segundo Andrei Serbin Pont, do grupo de pesquisa latino-americano CRIES, esse sistema de defesa aérea está atualmente apenas parcialmente operacional e não foi projetado para enfrentar os Estados Unidos.
Segundo o levantamento do Global Firepower, a Venezuela possui cerca de 109 mil militares da ativa. No entanto, um ex-oficial das Forças Armadas venezuelanas avalia que esse número pode ser menor, na prática.
Ainda segundo o ex-militar, em 2018 o país mantinha ao menos cinco caças Sukhoi de fabricação russa em operação.
Apesar disso, ele afirma que Maduro não possui capacidade militar nem apoio popular suficientes para travar uma guerra contra os Estados Unidos.
“Não estou dizendo que não haverá resistência, mas não será um ataque direto contra as forças americanas”, avaliou.
Além disso, em agosto, figuras da oposição venezuelana, analistas políticos e um ex-integrante do regime afirmaram a diplomatas americanos da Unidade de Assuntos da Venezuela, sediada em Bogotá, que o governo Maduro demonstrava crescente preocupação com possíveis operações militares dos EUA. Ainda assim, segundo documentos internos obtidos pelo The Washington Post, o regime acreditava ser capaz de superar as tensões e se manter no poder.
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