Educação

Após merendeiras denunciarem empresa Plural por atraso de salários, Smed diz que refeições são entregues por professores

Reprodução/Instagram (@pluralalimentacaoeservicos) e Google Maps

Coordenador-geral da APLB/Sindicato orienta professores a denunciarem desvio de funções

Publicado em 28/10/2021, às 15h51    Reprodução/Instagram (@pluralalimentacaoeservicos) e Google Maps    Redação BNews

Ao que parece, a prefeitura de Salvador anda tendo problemas com uma das empresas contratadas para prestar serviço à rede municipal de ensino. De acordo com o site PNotícias, após merendeiras da Plural Serviços e Terceirizações denunciarem supostos atrasos de salários, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) afirmou que as refeições das 101 escolas onde a terceirizada atua são entregues por professores. 

As funcionárias, que se dizem merendeiras contratadas via carteira assinada pela Plural, para realizar a distribuição de refeições nas escolas públicas municipais da capital baiana, relataram os transtornos que estariam passando nos últimos meses. 

“Os salários já estão atrasados há 2 meses e essa empresa Plural só paga por hora. Se, por exemplo, faltar água na escola e a escola não tiver aula, a gente não recebe salário. Feriado o nosso salário vem descontando. A gente não recebe ticket alimentação, a gente recebe 1kg de feijão, 1kg de arroz e um pacote de soja”, diz uma delas que, por segurança, preferiu revelar sua identidade. 

Além disso, conforme relatado por uma segunda funcionária, como justificativa dos atrasos, a Plural teria alegado que “a prefeitura não está passando verba”. 

Em contrapartida, Secretaria Municipal da Educação (Smed), em nota ao PNotícias, negou o atraso dos repasses da prefeitura à contratada e informou que a distribuição de refeições nas escolas municipais é feita, na verdade, pelos  professores. 

“Quem faz a distruibuição são os colaboradores da escola, Auxiliar de Serviços Gerais (ASG), Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI), e professores”, diz um trecho da nota. 

APLB-BA alerta professores 

O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-BA), Rui Oliveira, afirmou que “não existe” professor entregar merenda em escola. “Professor é para dar aula, entregar merenda não é atividade pedagógica. Isso aí não existe, é equivocado quem deu essa informação. Professor em nenhuma escola municipal não é obrigado a entrega merenda, isso não existe”, afirmou ao PNotícias. 

“Denuncie qual é a escola que a gente vai resolver”, acrescentou Rui, orientando professores a denunciarem o suposto desvio de funções. 

Empresa já foi investigada por supostas fraudes 

A empresa Plural Serviços e Terceirizações, contrariando os relatos das dispostas merendeiras, informou que “não há salários atrasados”, mas não respondeu aos questionamentos do portal de jornalismo da rádio Piatã FM sobre a afirmação da Secretaria Municipal da Educação. 

Em 2019, a empresa contratada pela prefeitura de Salvador, e que antes levava o nome de “Casa de Farinha”, chegou a ser investigada em operação que apurou fraudes no fornecimento de merenda escolar em Pernambuco. Na época, os donos da, agora Plural, foram proibidos de participarem de licitações com a administração pública. 

A decisão partiu da juíza Idiara Buenos Aires Cavalcanti, de Ipojuca, no Grande Recife, após um pedido adicional feito numa denúncia do Minitério Público de Pernambuco.

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