Educação

Diretor de unidade escolar é afastado por suspeita de cometer assédio sexual e racismo

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Os próprios alunos denunciaram o diretor. Caso aconteceu em Itabuna  |   Bnews - Divulgação Reprodução TV Santa Cruz
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/02/2025, às 17h48



A Secretaria de Educação da Bahia (SEC) afastou Denelísio Nobre, do cargo de diretor do Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológico (CIEBTEC), após estudantes o denunciá-lo por importunação sexual, assédio moral e racismo. O órgão tomou a decisão após o caso vir à tona, durante uma palestra realizada na unidade de ensino. Estudantes realizaram um protesto na porta da unidade de ensino.  

Na ocasião, a advogada Úrsula Matos, que ministrou palestras sobre violência doméstica, assédio sexual e moral na escola e no trabalho, contou ter sido procurada por diversos alunos após sua apresentação. Eles teriam relatado as situações vividas dentro da instituição.

“Ao final da palestra, mais de 20 adolescentes e jovens se aproximaram e começaram a contar os episódios que estavam vivenciando. Meninas relataram que o diretor fazia propostas indevidas, oferecendo dinheiro para favores sexuais. Uma delas afirmou que ele chegou a ofertar R$ 200 para que lhe desse um beijo na boca”, revelou advogada.

O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Itabuna e está sob sigilo de Justiça. A princípio, a Secretaria de Educação do Estado tinha informado que, inicialmente, o diretor havia sido afastado das funções de diretor por motivos de saúde. O órgão também afirmou que a direção do Núcleo Territorial de Educação do Litoral Sul (NTE 05), a Ouvidoria e a Corregedoria estão acompanhando a situação e mantendo diálogo com a comunidade escolar.

Em conversa com a TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia na região, Denelísio Nobre negou as acusações e afirmou desconhecer o teor das denúncias. A seu favor, justificou ter mais de 30 anos de atuação na educação em Itabuna, sem registros de reclamações anteriores, e optou por não conceder entrevista.

Úrsula Matos, ainda teria revelado que os estudantes denunciaram um episódio ocorrido em 2024, durante uma reunião com o diretor. Segundo eles, o então diretor, teria usado expressões de teor sexual, além de ter comportamentos inadequados e utilizar linguagem imprópria, o que gerou desconforto entre os alunos.

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