Educação

“Não foi resolvido nada", diz professora em protesto contra mudanças na carga horária da categoria em Feira de Santana

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Professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana estão em protesto desde o dia 14 de abril  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Bnews

Publicado em 24/04/2025, às 08h10 - Atualizado às 08h32   Vagner Ferreira e Marcos Valentim



Os professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana estão em paralisação desde o dia 14 deste mês de abril, contra mudanças na carga horária da categoria. Nesta quinta-feira (24), a educadora Marleide estava panfletando em uma ação de protesto e conversou com o BNews sobre as reivindicações da classe trabalhista. 

“Até o momento, não houve reajuste no quadro dos professores, não foi tomada nenhuma medida que viesse a beneficiar a nossa categoria. No entanto, a primeira medida do secretário, Pablo Roberto (secretário de Educação e vice-prefeito), é aumentar a carga-horária e, por isso, a categoria não o aceita”, explicou. 

“Feira de Santana vai ser o único município que vai aumentar a carga-horária do professor. Vários municípios já deram reajuste, já resolveram essa situação e aqui, até o momento, o reajuste é zero. É bom que a comunidade entenda a falta de professores na rede municipal”, continuou Marleide.

De acordo com a professora, houve uma reunião, na última terça-feira (22), que discutiu a revogação da medida. Entretanto, a classe está solicitando que seja feita uma publicação no Diário Oficial. Para esta quinta-feira (24), com a revogação aprovada, espera-se que a paralisação chegue ao fim.

“Não foi resolvido nada de salário, nada de reajuste, nem do plano de carreira, nada de alteração da carga-horária que precisa ser feita para o professor há mais de seis anos. Enfim, nenhum ponto da pauta foi resolvido”, retrucou Marleide. 

“A proposta do governo, de aumentar a carga-horária dos professores, é uma proposta perversa, malvada, mas a categoria é mobilizada. Tem um sindicato que representa os trabalhadores. Suspendemos as atividades e só voltam quando tudo for resolvido”, concluiu.

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