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ACM Neto cobra do Governo Bolsonaro investigação sobre morte de PM na Bahia: "Monitoramento ilegal"

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Campanha de ACM Neto foi ao Ministério da Justiça após morte de PM  |   Bnews - Divulgação BNews/Joílson César
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 29/09/2022, às 22h13



A coligação do candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), ingressou com uma petição do Ministério da Justiça solicitando que a Polícia Federal investigue as causas da morte do subtenente Alves. Ele fazia a segurança do postulante, quando foi morto em uma ação da Polícia Militar no interior, na madrugada da última quarta-feira (28).

Os advogados da coligação anexaram à petição mensagens trocadas pela própria PM, em um grupo de WhatsApp, que possivelmente mostram um suposto "monitoramento ilegal" de carros utilizados na campanha do carlista.

Em nota, a campanha de Neto diz que "em um dos prints, os policiais informam as placas de dois carros utilizados por policiais". "Um dos veículos, utilizado pelo subtenente Alves, foi monitorado durante toda a terça-feira pela PM", diz o texto.

Na petição, os advogados de Neto argumentam que "o impacto da ação violenta perpetrada por pessoas específicas da Polícia Militar baiana pode implicar em violação à direitos humanos não somente por sugerir prática de extermínio, mas também por estar situado no contexto das eleições, atingindo diretamente a democracia e o exercício de direito político".

"Portanto, vem esta Coligação requerer que Vossa Excelência requisite à autoridade competente a instauração do respectivo procedimento investigativo, com a adoção imediata de medidas investigativas e cautelares necessárias à colheita e preservação da prova, a evitar qualquer alteração de cenário que embarace a apuração da verdade", finalizam, no documento.

O caso aconteceu em Itajuípe, no sul do estado. Um vídeo mostra o momento em que o subtenente Alves, da 26ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Brotas), grita para os colegas de farda que vai morrer. É possível ouvir também que ele chama por um “capitão”.

Logo após o caso ganhar ampla repercussão, o governador Rui Costa (PT) também determinou imediata investigação.

"Lamento a morte do subtenente Alves, ontem, em Itajuípe, após confronto no qual outros 3 PMs ficaram feridos. Tão logo tomei conhecimento, determinei às autoridades competentes a imediata apuração e esclarecimento do fato. Manifesto total solidariedade aos familiares das vítimas", escreveu o gestor petista nas redes sociais.

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