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Lula prevê piora da violência eleitoral, descarta ceder a intimidações e pede cautela

Joilson César/BNews
Pré-candidato ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu recomendação em reunião nesta segunda-feira (11)  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews

Publicado em 11/07/2022, às 15h44   Cátia Seabra e Victoria Azevedo/Folhapress



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recomendou cautela aos integrantes do conselho político de sua pré-campanha à Presidência diante do aumento de episódios de violência contra o PT.

Segundo participantes de reunião nesta segunda (11), Lula afirmou que a tendência é que esse quadro de violência piore ao longo da campanha eleitoral, mas que as pessoas não podem se deixar intimidar.

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Ele disse ainda que haverá grandes atos em estados como São Paulo e Minas Gerais, e que não se deve responder às provocações com violência.

"Traduzindo o que Lula recomendou, vamos responder com flores", diz o presidente da UGT, Ricardo Patah, que participou da reunião.

Segundo Raimundo Bonfim, que coordena a CMP (Central de Movimentos Populares), Lula afirmou várias vezes em sua fala o desejo de ir às ruas durante a campanha.

À imprensa, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que o ex-presidente fez a avaliação de que isso é um fato novo e que "nunca tivemos uma situação dessas em campanhas políticas no Brasil".

A deputada disse que é preciso haver um "contraponto institucional" e cobrou do Congresso e do TSE campanhas alertando sobre a violência política e a importância de haver uma eleição pacífica.

"É preciso ter normativos do TSE, protocolos sobre essa questão de segurança. Não pode uma campanha cercar a outra, agredir a outra, tem que ter um normativo. O TSE gosta de normatizar, pode fazer isso", disse.

A parlamentar disse que os partidos da coligação ainda estudam como formular manifestação junto ao TSE para que Bolsonaro e até mesmo o seu partido, o PL, sejam responsabilizados.

"Toda a vez que tiver uma frase gatilho do Bolsonaro para ativar um ato de violência ele ou o PL têm que responder por isso."

Gleisi também fez um convite para que outros partidos e campanhas se juntem nessa iniciativa.

Ao ser questionada se o PT buscaria diálogo com a equipe de Bolsonaro, a parlamentar afirmou que isso seria "ridículo, porque a campanha dele que está fazendo todo o movimento de ódio".

"Não vivíamos isso no processo eleitoral brasileiro. Isso é recente e tem nome e endereço. É o movimento que foi deflagrado por Jair Bolsonaro. O movimento do ódio, da eliminação", afirmou.

Ela disse ainda que a campanha não se intimidará com esses casos. "Não vai ser essa violência bolsonarista que vai fazer a gente recuar. Vamos continuar firmes na campanha. A maior segurança que temos é colocar o povo na rua falando sobre o que está acontecendo na vida da população e sobre a necessidade de defender a democracia."

Nota divulgada pela pré-campanha petista afirma que os partidos da coligação, em comum acordo, decidiram entrar com representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pedir à PGR (Procuradoria-Geral da República) a federalização da investigação do assassinato do político petista Marcelo Arruda, morto por um bolsonarista na noite de sábado (9) em Foz do Iguaçu, Paraná.

"Os presidentes dos partidos repudiaram a violência política e defenderam ampla mobilização de instituições e partidos comprometidos com a democracia em favor e contra a escalada da violência de forma a garantir uma disputa civilizada na campanha política", diz o texto.

Gleisi também afirmou que o PT irá oferecer assistência jurídica aos familiares de Marcelo, destacando um advogado assistente para acompanhar o processo.

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