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Axé 40 anos: "Se não existissem os blocos afro, o Axé Music não existiria", diz Vovô do Ilê

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Ao BNews, o fundador do Ilê Aiyê explicou como os blocos afro contribuíram para o surgimento do gênero musical  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 26/11/2024, às 08h00



Entre os pilares que contribuíram significativamente para o surgimento do Axé Music, que completa 40 anos em 2025, estão as raízes afro-baianas. Ao projeto BNews Axé 40 anos, Vovô do Ilê, fundador do primeiro bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê, detalhou como elementos do cinquentenário e de outros blocos afro foram incorporados ao gênero musical. 

Com todo o respeito, se não existissem os blocos afro, o Axé Music não existiria. Eu sou de uma geração que tinha trio elétrico em Salvador, e os trios não tinham cantores. A marcação era surdo, maracanã, que o pessoal usa nas bandas marciais. Nos anos 80, surgiu o Axé Music, que começou a incorporar os instrumentos dos blocos afro, a musicalidade, o ritmo, relembrou. 

No entanto, ainda segundo Vovô, nesse período, muitos blocos tradicionais de Axé refletiam barreiras de inclusão.

Eles começaram com a mesma proposta daqueles blocos dos anos 70 que tinham aqui, que não permitiam que negros participassem. No início, os grandes blocos de Axé Music não queriam negros, não queriam mulheres, nem mesmo mulheres brancas que morassem na periferia”, declarou.           

Classificação Indicativa: Livre

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