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Cantora baiana denuncia racismo e cita morte de psicólogo ao relatar tentativa de sabotagem: “Gente perversa”

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A artista denuncia racismo e critica a produção do evento durante o Carnaval de Salvador.  |   Bnews - Divulgação reprodução: idec
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 20/02/2026, às 07h47



A cantora Mariene de Castro publicou um longo desabafo nas redes sociais denunciando o que classificou como racismo, abuso de poder e tentativa de esvaziar um show realizado em Salvador. Segundo a artista, pessoas foram impedidas de entrar na praça onde acontecia a apresentação sob a justificativa de lotação máxima, o que, de acordo com ela, não era verdadeiro. 

“Muitas pessoas vieram me relatar que foram impedidas de entrar na praça com a justificativa de lotação máxima do lugar. Mais uma mentira! A praça não estava cheia”, escreveu. 

Mariene afirmou ainda que foi escalada para cantar às 0h30 da Quarta-feira de Cinzas, em um local onde o público não conseguia acessar. “Não bastou me colocar pra cantar 00:30 de quarta feira de cinzas, numa praça que as pessoas não podiam acessar. Ainda deram um jeito de acabar com meu show”, relatou. 

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No texto, a cantora descartou a hipótese de falha técnica e atribuiu o ocorrido a uma ação deliberada. “Pra quem achou que foi problema técnico, esquece. Não foi. Foi problema de gente ruim. Gente perversa”, escreveu. Ela também comparou a situação a períodos de repressão e disse nunca ter imaginado viver algo semelhante em Salvador. 

Ao descrever o impacto emocional do episódio, Mariene mencionou o psicólogo Manoel Rocha Reis Neto, que morreu horas após denunciar um caso de racismo durante o Carnaval da capital baiana. A cantora citou o caso ao falar sobre os efeitos da violência racial. 

“Hoje eu poderia não estar mais aqui. Poderia ter me matado, assim como o psicólogo Manoel, que tirou a própria vida, após sofrer com racismo, num camarote ‘bacana’ de Salvador”, escreveu, ao contextualizar a gravidade do que vivenciou. 

Em outro trecho, Mariene reforçou que não se deixaria abater. “Não vou chorar. Não vou me matar. Não vou morrer. E você vai viver muito. Pois quero que você tenha muitos anos de vida com saúde pra testemunhar e assistir minhas vitórias”, afirmou. 

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