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Cinco meses depois, mãe e irmão de Djidja Cardoso abrem o jogo sobre morte da influenciadora; assista

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Cleusimar e Ademar Cardoso revelaram detalhes sobre o vício da família em cetamina e contaram como tentaram ajudar a ex-sinhazinha  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 24/09/2024, às 11h25



Após cinco meses da morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, sua mãe, Cleusimar Cardoso, e seu irmão, Ademar, romperam o silêncio sobre a vida familiar e os eventos trágicos que cercaram a jovem. Em uma entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini para o programa Câmera Record, eles desmentiram a existência da seita Pai, Mãe, Vida e compartilharam detalhes sobre o vício da família em cetamina.

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Cleusimar começou descrevendo os momentos que antecederam a morte da filha, ocorrida em 28 de maio. Ela revelou que estava em seu quarto quando Djidja morreu e que, na noite anterior, a jovem estava bem e até se alimentou.

 “Eu estava no meu quarto quando aconteceu, mas 1h da manhã ela estava bem, lanchou. Eu acordei com o Bruno [ex-namorado] batendo na minha porta e falando que ela não estava mais respirando, e eu não estava acreditando. Eu achei que era uma brincadeira, sei lá o que passou na minha cabeça. Só que era verdade”, afirmou ela. “Eu não percebi que ela [Djijda] estava para morrer. Ela estava com uma depressão, sofria de amores que não davam certo e usava muito clonazepam”, pontuou.

Ao comentar sobre a overdose de cetamina que resultou na morte da filha, ela questionou a lógica por trás do diagnóstico. “Todos nós usávamos a mesma quantidade de cetamina. Tem os exames, eles vieram colher nosso sangue. Ou seja, se fosse uma overdose mesmo por que o Ademar não está morto se fazemos uso do mesmo psicodélico?” indagou.

Cleusimar explicou que gravava vídeos dos filhos sob efeito da droga para mostrar os efeitos do uso excessivo. “O meu erro foi de não ter parado com os psicodélicos, porque era muito difícil a gente parar naquele momento bem depressivo. Eu estava em um momento em que precisava daquela substância, mas as coisas acontecem exatamente como elas têm que acontecer”, analisou.

Já Ademar revelou que também era viciado e tentou ajudar a irmã diversas vezes. Ele reconheceu que ambos caíram em um ciclo vicioso e lamentou não ter conseguido salvar Djidja. “Levei ela pro hospital, fomos juntos ao hospital. Primeiro de tudo, eu também era usuário. Eu era viciado. Um cego não conduz o outro, a gente caiu no precipício. Minha mãe bloqueou diversas vezes as contas da Djidja. A seita não era para um enriquecimento pessoal, mas sim uma oportunidade de ajudar os outros”, esclareceu.

Questionado sobre sua responsabilidade, Ademar disse que não poderia ter impedido Djidja de usar a droga, pois isso iria contra seu livre-arbítrio. “Causa peso no coração. Peso na consciência, não. Eu não poderia impedir o livre arbítrio dela, porque eu corromperia a soberania dela. Mas eu tentei, levei ela até o médico várias vezes, inclusive, compulsoriamente”, recordou.

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