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Cineasta acusa Marcos Mion de plágio em filme sobre autismo; entenda o caso

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Cineasta apresenta mensagens que alegam relação entre 'Headway' e 'MMA - Meu Melhor Amigo'  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/01/2025, às 16h29



A cineasta Camila Rizzo está acusando o apresentador Marcos Mion, e a produtora Formata, de plágio. Segundo o portal Uol, a defesa de Rizzo apresentou à Justiça de São Paulo uma série de mensagens as quais ela alega comprovarem a relação entre o projeto "Headway" da cineasta e o filme "MMA - Meu Melhor Amigo", que foi lançado recentemente por Mion.

Os documentos aos quais o Uol teve acesso apresentam transcrições das trocas de mensagens entre a cineasta e o apresentador. O contato entre ambos começou em 2018 quando Camila mencionou o apresentador em um comentário no X, antigo Twitter, onde ela divulgava o projeto "Headway", que aborda assuntos como o autismo e o poder de transformação do esporte.

Interessado, Mion respondeu a cineasta. "Recebi uma marcação sua. Fiquei interessado! Quero saber mais. Entra em contato com minha empresária, Adriana Pires", disse o apresentador.

"Poxa, que bom! Vou entrar em contato com ela. Pra gente, isso seria muito legal. É uma história de superação muito bacana. Espero que você goste", respondeu Camila.

Na sequência, a empresária de Mion entrou em contato e durante as trocas de mensagems é visto o interesse nele protagonizar o longa e ser produtor executivo. Porém, cinco anos após esse primeiro contato, foi anunciado que seria lançado o filme "MMA - Meu Melhor Amigo", que foi protagonizado e produzido por Mion. A defesa de Camila Rizzo afirma que o enredo do longa-metragem traz semelhanças com a obra "Headway".

No filme, o apresentador faz o papel de um campeão de MMA que descobre ser o pai de um menino autista e tem que enfrentar desafios para se conectar com o filho. Na alegação da cineasta, a trama central é semelhante à ideia original que ela apresentou em 2018.

Ela entrou com um processo contra o apresentador e a produtora, onde pede a indenização por danos materiais e morais, retratação pública e proibição do uso de elementos de sua obra.

"O próprio Mion e a empresária dele fizeram contato com ela [Camila] e se interessaram em adquirir todo o material de pesquisa. Ela disse que era um trabalho de conclusão [de um curso feito no exterior] e não tinha interesse, naquele momento, em vender para eles. Ela tinha interesse em poder atuar junto, trabalhar de alguma forma", disse a defesa de Camila.

Procurado, Mion negou a acusação de plágio e a produtora Formata não se pronunciou até o momento.

Confira a nota do apresentador à imprensa.

"Uma acusação feita na imprensa, infelizmente, ocupou um espaço que eu gostaria que fosse dedicado a essa história tão importante, que não faz parte apenas da minha vida, mas de um processo de conscientização urgente da sociedade sobre a causa do autismo. A Justiça já indeferiu todas as investidas feitas contra o filme e continuaremos provando que as acusações não têm nenhum fundamento e que se trata de um filme original. Por isso, sigo investindo meu tempo e minha energia a esse filme que é um sonho realizado e que, apesar ser uma ficção, é uma realidade onde eu e minha família nos reconhecemos em todo o tempo", diz.

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