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Depois de cair em um golpe e perder quase R$ 35 mil, o jornalista e escritor José Trajano, de 79 anos, conseguiu uma vitória na Justiça contra o Banco Bradesco. A instituição foi condenada a devolver o valor retirado da conta e a pagar indenização por danos morais.
O caso aconteceu em fevereiro de 2025, um dia depois de o celular da enteada de Trajano ser roubado. Era ela quem ajudava a administrar as contas bancárias do jornalista por causa da idade. Segundo o processo, os criminosos usaram o aparelho para acessar o aplicativo do banco e esvaziar a conta em poucas horas.
As movimentações incluíram pelo menos três transferências via PIX, com valores que variaram entre R$ 4,9 mil e R$ 10 mil, além do resgate de aplicações financeiras. Para a Justiça, essas operações não combinavam com o perfil do cliente, o que deveria ter levantado um alerta antes da liberação do dinheiro.
Na ação, a defesa de José Trajano argumentou que o banco falhou ao não barrar transações consideradas fora do padrão. A juíza responsável pelo caso concordou e reconheceu a responsabilidade do Bradesco pelas perdas financeiras.
A decisão, assinada em 19 de dezembro do ano passado, determinou a devolução de R$ 34.799,99, valor já atualizado. Além disso, o banco também foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais e a arcar com os custos e honorários do processo.
O Bradesco alegou que não houve falha nos sistemas de segurança e tentou atribuir o prejuízo à chamada “culpa exclusiva da vítima”. O argumento, no entanto, não foi aceito pela magistrada.
Procurado pelo portal Metrópoles, o Banco Bradesco ainda não se pronunciou sobre a decisão. O caso ainda cabe recurso, e o espaço segue aberto para manifestação da instituição.
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