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Hytalo Santos é denunciado por tráfico sexual e trabalho escravo

Hytalo Santos e o marido são denunciados por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho escravo - Reprodução/Redes Sociais
MPT-PB afirma que Hytalo Santos e o marido, Euro, explorou dezenas de vítimas, incluindo crianças e adolescentes, em esquema de exploração na Paraíba  |   Bnews - Divulgação Hytalo Santos e o marido são denunciados por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho escravo - Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 12/12/2025, às 14h56   Redação



O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) denunciou Hytalo Santos e seu marido, Euro, por tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão a trabalho em condições análogas à escravidão. A ação, ajuizada em setembro deste ano, aponta que a dupla teria explorado dezenas de vítimas, incluindo crianças e adolescentes, principalmente no município de Cajazeiras.

De acordo com o MPT-PB, Hytalo e Euro se aproveitavam da vulnerabilidade das famílias, prometendo fama, moradia, alimentação e ajuda financeira. As vítimas, chamadas de "crias", eram submetidas a isolamento familiar, controle total da rotina, privação de sono, ausência de pagamento, coerção psicológica, falta de autonomia, procedimentos estéticos para aumentar o "apelo sexual", confisco de celulares e vigilância permanente.

A ação se baseou em "robustos elementos e provas reunidos nos autos do Inquérito Civil" e acusa a dupla de manter as vítimas em condições degradantes, configurando tráfico de pessoas e trabalho escravo.

“A atuação do MPT, embora centralizada na cidade de João Pessoa, na Paraíba, está sendo conduzida por um Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF) de âmbito nacional, instituído pela Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT) e composto por procuradores e procuradoras de diferentes regiões do país”, consta em um trecho do comunicado.

O órgão também atribui responsabilidade aos pais e mães dos adolescentes explorados, alegando que eles entregaram os filhos ao casal em troca de benefícios, permitiram a mudança para outra cidade, não acompanharam a educação e saúde e ignoraram os sinais de exploração.

Pedidos de indenização e atendimento às vítimas

Com a ação, o MPT-PB pede que a Justiça determine:

  • Indenização coletiva no valor de R$ 12 milhões;
  • Indenizações individuais de R$ 2 a R$ 5 milhões por vítima;
  • Atendimento médico, psicológico e social às vítimas.

O objetivo é garantir que as vítimas recebam o apoio necessário para se recuperar da exploração sofrida e que os responsáveis sejam punidos.

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