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Jornalista demitido por cliques sensuais pede indenização milionária; saiba detalhes

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Jornalista afirma ter sido alvo de preconceito por publicar fotos de cueca em perfil privado  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 27/08/2025, às 12h46



O jornalista Jeldêam Álves Silveira, de 35 anos, entrou com uma ação trabalhista contra a Câmara Municipal de São Paulo e a Fundação Padre Anchieta após ser demitido da TV Câmara em maio deste ano. Ele pede quase R$ 2 milhões de indenização por entender que foi vítima de uma dispensa discriminatória.

A saída do profissional aconteceu depois de críticas da vereadora Janaína Paschoal (PP) sobre postagens em seu perfil privado, onde aparece de cueca ou sunga. Embora não houvesse nudez explícita, a parlamentar classificou a conduta como “incompatível” para quem atua em uma TV pública.

Jeldêam, que trabalhou por 12 anos na Fundação Padre Anchieta e ocupava o cargo de editor-chefe da Rede Câmara, afirma que a demissão foi injusta e também cita homofobia e preconceito contra seu trabalho com marcas de moda íntima. “Foram anos de dedicação, mas no fim fui tratado dessa forma. Só espero que a Justiça seja feita e eu possa voltar a trabalhar em paz”, declarou.

Além da indenização por danos morais, o jornalista cobra direitos trabalhistas como reajustes salariais não aplicados, horas extras e abonos. O Ministério Público de São Paulo também abriu um inquérito civil para apurar o caso.

A Câmara Municipal informou que ainda não foi intimada sobre a ação. Já Janaína Paschoal disse que não pediu diretamente a demissão, mas apenas registrou a situação à Presidência da Casa, que teria poder de solicitar substituições à Fundação Padre Anchieta.

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