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Morre cantor brasileiro que assassinou ex-esposa, considerado o ‘Rei do Bolero’

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Cantor teve a trajetória atravessada por um dos crimes mais chocantes da música brasileira  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 20/12/2025, às 10h35



O cantor Lindomar Castilho, morreu na última sexta-feira (19), aos 85 anos. Ícone da MPB nas décadas de 1970 e 1980, o artista teve uma carreira marcada tanto por grandes sucessos quanto pelo crime de assassinar a própria esposa. A causa da morte do músico não foi divulgada.

lindomar castilho
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Nos últimos anos, Lindomar vivia recluso em um apartamento em Goiânia, com a saúde bastante fragilizada. Diagnosticado com Parkinson, ele enfrentava a doença havia cerca de dez anos. O velório acontece neste sábado (20), a partir das 13h, no Cemitério Santana, na capital goiana.

A morte foi confirmada pela filha do cantor, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. Em um desabafo emocionado, ela refletiu sobre a complexidade da figura paterna e as marcas deixadas pelo passado.

“Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida”, escreveu.

Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar Castilho emplacou canções que se tornaram populares em todo o país, como ‘Você É Doida Demais’ e ‘Eu Amo a Sua Mãe’. A primeira, inclusive, foi resgatada anos depois como tema de abertura da série ‘Os Normais’, da TV Globo.

Matou a própria esposa

Apesar do sucesso, sua trajetória ficou definitivamente marcada pelo assassinato da cantora Eliane de Grammont, sua ex-esposa, morta a tiros em 1981, durante uma apresentação em São Paulo.

O crime, cometido no auge da carreira do artista, ocorreu em São Paulo, no bar Café Belle Époque, enquanto Eliane se apresentava no palco. Motivado por ciúmes, Lindomar invadiu o local e disparou cinco vezes contra ela. No ataque, ele também baleou seu primo, o músico Carlos Randall, que acompanhava a cantora ao violão.

Em 1984, Lindomar foi condenado a 12 anos de prisão. Ele cumpriu cerca de seis anos em regime fechado antes de progredir para o semiaberto e, posteriormente, para a liberdade.

O caso é considerado um marco histórico na luta contra a violência doméstica no Brasil, ajudando a combater a tese jurídica de “defesa da honra” usada por agressores na época.

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