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MP pede arquivamento de denúncia contra Payet

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Entenda os detalhes do arquivamento da denúncia contra Dimitri Payet e as alegações de Larissa Ferrari sobre o relacionamento.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 03/06/2025, às 07h22



O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) decidiu arquivar a denúncia feita pela advogada Larissa Ferrari contra o meia Dimitri Payet, jogador do Vasco. Ela acusa o francês de violência física, psicológica e sexual. Mas, segundo o MP, não há provas suficientes de que ele tenha cometido os crimes. As informações são do portal Extra. 

A decisão se baseou em mensagens trocadas entre os dois, analisadas pelo órgão. Nos documentos, o Ministério Público afirma que havia um envolvimento afetivo entre eles e que as conversas tinham “tom sexual consentido”. O texto também aponta que os dois compartilhavam práticas relacionadas ao sadomasoquismo, incluindo agressões físicas como parte do fetiche. 

O MPRJ destacou que não encontrou indícios de desconforto nas conversas. Pelo contrário, viu “empatia” de ambas as partes. Sobre as denúncias de violência psicológica, o órgão disse que faltaram testemunhas, laudos médicos e relatórios psicológicos que pudessem comprovar os abusos. 

Em relação às agressões físicas, Larissa apresentou imagens de hematomas, mas, segundo o Ministério Público, ela mesma disse em depoimento que tapas, mordidas e outras práticas do tipo faziam parte da relação sexual dos dois. “É difícil mensurar o grau de limite do que a vítima considerava razoável”, diz o pedido de arquivamento, que menciona inclusive um conteúdo íntimo enviado por Larissa ao jogador — mas que não teve o teor revelado. 

O MP ainda aponta que Larissa teria criado um forte apego a Payet, mesmo sabendo que ele era casado e que deixaria o Brasil ao fim do contrato com o clube, previsto para junho. Segundo o órgão, a recusa do jogador em manter o relacionamento após retornar à França teria sido o estopim para a denúncia. 

Larissa não aceitou o arquivamento e já entrou com recurso. Ela também levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça e afirma que seu relato foi desconsiderado. 

“Usou meu transtorno mental como se eu fosse doente a esse nível antes. Não tem cabimento não levarem a sério e não darem continuidade na investigação, sendo que eu tenho testemunhas no Rio e aqui (Paraná)”, disse ao jornal Extra. 

Até o momento, a defesa de Dimitri Payet não se manifestou publicamente sobre o caso. 

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