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Muro de Simone Mendes desaba, destrói piano de R$ 400 mil, mata animal e causa prejuízo absurdo a astro do rock

Reprodução / TV Globo
Vizinho da cantora afirma que lama, água e escombros invadiram imóvel; perícias apontaram problemas de drenagem na obra do muro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Globo
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2026, às 06h36



Simone Mendes está envolvida em uma disputa judicial que teve origem no desabamento de um muro durante uma obra em seu imóvel, em um condomínio de Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo. O episódio aconteceu em 6 de novembro de 2024 e, segundo o vizinho atingido, provocou uma enxurrada de água, lama e escombros dentro da propriedade.

O imóvel afetado pertence a uma empresa administrada pelo músico Léo Stuart, guitarrista do Tihuana. Na ação, ele relata que estava em casa quando ouviu estalos vindos da estrutura da obra vizinha. Pouco depois, o muro cedeu e o material avançou sobre sua propriedade.

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Entre os locais atingidos estão áreas externas da residência, como pomar, lago de carpas e outros espaços do imóvel. Uma das carpas teria morrido após o lago ser tomado pela lama. A piscina e um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil também aparecem entre os bens apontados como afetados.

leo sturat

Músico afirma que moradores ficaram em risco

Na ação, Léo Stuart sustenta que o volume de água, terra e entulho provocado pelo desmoronamento colocou em risco os moradores e animais que estavam na residência.

Após o episódio, ele afirma ter acionado a Defesa Civil e o condomínio e solicitado a interrupção da obra vizinha.

O músico também declarou no processo que Simone não teria entrado em contato depois do ocorrido para saber o que havia acontecido, pedir desculpas ou oferecer assistência.

O caso também foi registrado na Polícia Civil. Inicialmente, a ocorrência foi classificada como desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal. A primeira versão do boletim apontava autoria desconhecida. Posteriormente, Simone foi identificada como proprietária da construção relacionada ao episódio.

A inclusão do nome da cantora no documento, entretanto, não significa que ela tenha sido apontada como autora ou responsabilizada criminalmente pelo ocorrido.

reprodução

Perícias apontaram problemas na obra

A defesa de Simone apresentou a versão de que o desabamento ocorreu em razão das fortes chuvas registradas na época, classificando o episódio como um caso de força maior.

Os elementos técnicos apresentados no processo, porém, apontaram outra causa para o colapso da estrutura.

Segundo as informações apresentadas pela defesa de Léo, foram produzidos dois laudos periciais, um na esfera criminal e outro na cível. Os documentos apontaram problemas relacionados à drenagem e ao escoamento das águas pluviais na obra.

Uma das perícias teria constatado que o muro não contava com sistema de drenagem nem estrutura adequada para suportar esforços horizontais. Com a saturação do solo provocada pelas chuvas, a estrutura teria acumulado pressão até ceder.

A defesa do músico também afirma que a residência atingida existe há aproximadamente 28 anos e teria passado por diversos períodos de chuva e tempestades sem registrar um episódio semelhante.

Justiça manteve paralisação da obra

A disputa já passou por diferentes etapas no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo a defesa de Léo Stuart, a Justiça determinou a paralisação da obra e a reconstrução dos muros e das áreas atingidas.

A defesa de Simone recorreu, mas o recurso foi rejeitado. Posteriormente, também foram apresentados embargos de declaração, que acabaram recusados pelo tribunal.

Em 13 de julho de 2026, o TJ-SP rejeitou os embargos apresentados pela defesa da cantora, entendendo que não havia omissão, contradição ou obscuridade na decisão anterior.

Mais recentemente, a defesa de Simone apresentou um Recurso Especial na tentativa de levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo foi encaminhado ao setor responsável pela tramitação dos recursos destinados aos tribunais superiores e aguarda a apresentação de contrarrazões.

Processo envolve R$ 1,3 milhão

O valor de aproximadamente R$ 1,3 milhão mencionado na disputa corresponde ao valor atribuído à ação, e não a uma indenização já determinada pela Justiça.

O processo envolve diferentes pedidos relacionados aos prejuízos provocados pelo episódio, incluindo a reconstrução das áreas afetadas e a reparação dos danos. O valor que eventualmente deverá ser pago dependerá da decisão definitiva no processo.

A defesa de Léo afirma que o objetivo é recuperar integralmente o imóvel e reparar os prejuízos decorrentes do desabamento.

As partes também chegaram a ter uma audiência presencial de tentativa de conciliação, solicitada pela defesa de Simone. Segundo os advogados do músico, o encontro não ocorreu porque a cantora e seus representantes legais não compareceram.

Após a ausência, a defesa pediu que o processo fosse julgado com base nas provas já produzidas. Atualmente, o caso aguarda decisão.

Simone contesta responsabilidade

A equipe de Simone Mendes sustenta que o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e trata o desabamento como um incidente.

Segundo o posicionamento da cantora, a execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e pelas questões relacionadas à segurança da construção.

A defesa também afirma que o caso continua em tramitação e que ainda não existe uma decisão definitiva sobre a disputa.

Do outro lado, os representantes de Léo Stuart afirmam que as conclusões técnicas e as decisões judiciais tomadas até o momento são favoráveis à tese apresentada pelo músico. A defesa ressalta, porém, que a discussão definitiva sobre as responsabilidades deverá ocorrer no processo judicial.

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