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O costume de contar pequenas mentiras no dia 1º de abril é mais antigo do que muita gente imagina e envolve mudanças históricas, tradições culturais e até decisões da Igreja Católica. Mas, você sabe a origem e o que motivou a criação deste dia?
Segundo informações da revista National Geographic, a origem da data está ligada a transformações no calendário adotado no Ocidente. No século 16, a substituição do calendário juliano pelo gregoriano mudou o início do ano para 1º de janeiro. Antes disso, em algumas regiões da Europa, as comemorações de Ano Novo aconteciam entre o fim de março e o início de abril.
De acordo com a publicação, com a mudança, parte da população resistiu à nova data e continuou celebrando o início do ano no período antigo. Essas pessoas passaram a ser alvo de brincadeiras e foram apelidadas de “tolos de abril”, dando origem a uma tradição que atravessou gerações.
Apesar dessa explicação ser uma das mais conhecidas, a National Geographic destaca que não há consenso absoluto sobre o surgimento do Dia da Mentira. A data também pode ter sido influenciada por festas antigas, como celebrações da Roma Antiga e festivais ligados à chegada da primavera no Hemisfério Norte — período marcado por mudanças climáticas que, simbolicamente, “enganam” as pessoas.

No Brasil, a prática ganhou força no século 19. Um dos registros mais conhecidos envolve um jornal mineiro que, em sua estreia, publicou a falsa notícia da morte de Dom Pedro I justamente em 1º de abril. A informação não era verdadeira e acabou ajudando a popularizar a tradição no país.
Com o passar do tempo, o Dia da Mentira se consolidou como uma data dedicada a pegadinhas e histórias inventadas, sempre com tom leve e bem-humorado. Em diferentes culturas, quem acredita na falsa informação costuma receber apelidos — reforçando a essência da data, que é brincar com o inesperado.
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