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Pais de Miguel Oliveira denunciam ameaças à polícia e MP apura ataques ao pastor mirim; saiba detalhes

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Miguel Oliveira, de 15 anos, virou alvo de ataques após afirmar que cura câncer e pedir doações em cultos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 29/04/2025, às 12h03



O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação preliminar para apurar ameaças feitas ao adolescente Miguel Oliveira, de 15 anos, que se apresenta como pastor e profeta. O caso chegou ao conhecimento do órgão por meio dos pais do jovem, que relataram os ataques à Polícia Civil.

Miguel, que ganhou notoriedade nas redes sociais ao conduzir cultos religiosos e fazer supostas revelações divinas, passou a ser alvo de ofensas, acusações de charlatanismo e até ameaças de morte.

Críticos o chamam de “anticristo” e o acusam de enganar fiéis com falsas promessas de cura. Em uma das gravações que circulam na internet, ele afirma ter curado uma mulher com leucemia, rasgando papéis enquanto gritava palavras de “libertação”.

Segundo o Ministério Público, a Promotoria da Infância e da Juventude está responsável por acompanhar o caso, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a atuação do órgão diante de ameaças a menores de idade.

A assessoria de Miguel classificou as ameaças como “absurdas” e informou que os pais do jovem não pretendem mais expô-lo. “Ele é menor, e os pais não querem mais falar com nenhuma mídia. As ameaças estão absurdas. Já foram à delegacia, e nada acontece. Então, eles acharam melhor não responder e não aparecer mais”, disse uma profissional à coluna de Paulo Cappelli.

Natural de Carapicuíba, no interior de São Paulo, Oliveira conta com cerca de 1,3 milhão de seguidores no Instagram e viaja o país participando de eventos religiosos e concedendo entrevistas.

Além das controvérsias envolvendo curas, o jovem também foi criticado por pedir doações em dinheiro durante cultos. A assessoria afirma que o dinheiro arrecadado é destinado exclusivamente às igrejas que o convidam, e que ele “não recebe nenhum Pix pessoal”.

Enquanto alguns fiéis defendem a atuação do pastor mirim, os ataques nas redes sociais se intensificam. “Esse pequeno moleque está mais para capeta em forma de gente. Alguém tem que parar esse moleque o mais rápido possível”, diz um dos comentários.

A investigação do MPSP busca identificar os autores das ameaças e avaliar se há responsabilidade criminal por parte dos agressores. Até o momento, a família não confirmou se irá solicitar proteção ao jovem.

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