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Richarlison provoca Flávio Bolsonaro e leva resposta de Neymar nas redes sociais: “Seu moleque”

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Richarlison provoca Flávio Bolsonaro e leva resposta de Neymar nas redes sociais; jogador do Santos respondeu com referência à disputa judicial por uma casa em Angra dos Reis.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Alan Robert

por Alan Robert

Publicado em 27/10/2026, às 20h46 - Atualizado às 21h08



O atacante Richarlison provocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais após a derrota do político nas eleições presidenciais. “Então não tem ninguém na ilha?”, escreveu o jogador, em referência à ida de Flávio aos Estados Unidos e à disputa envolvendo um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

A publicação recebeu um comentário de Neymar, companheiro de Richarlison na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2022. O atacante do Santos, que apoiou Flávio durante a campanha eleitoral, respondeu à provocação com uma referência à disputa pelo imóvel: “Próxima vez lê o contrato, seu moleque”.

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A interação ocorreu em uma publicação que também traz montagens feitas com inteligência artificial mostrando Richarlison na ilha. O jogador busca reaver o dinheiro que afirma ter investido na compra da propriedade, estimado em cerca de R$ 10 milhões. Ele declarou que pretende se pronunciar publicamente sobre o caso quando estiver com o dinheiro de volta.

DISPUTA PELO IMÓVEL

O nome de Flávio Bolsonaro entrou na discussão depois que Richarlison afirmou que o senador teria demonstrado interesse na propriedade após a compra. Segundo o jogador, ele não aceitou vender o imóvel. Flávio chegou a publicar nas redes sociais um vídeo feito por drone que mostrava a casa e uma cachoeira próxima.

Em mensagens divulgadas por Richarlison, o atleta cobrou o senador e mencionou o contexto eleitoral. “Ano de eleição e a galera vai aproveitar. Só quero meu dinheiro de volta. Vcs [vocês] se viram”, escreveu.

Reprodução / Instagram / @richarlison


Flávio respondeu dizendo que seus advogados haviam consultado o processo e identificado um acordo envolvendo a empresa Sport 80, ligada ao jogador, e Renato Velasco, ex-empresário de Richarlison. O senador também pediu que o atacante publicasse uma nota esclarecendo que ele não teria relação com o caso.

Estão usando o assunto contra mim, que não tenho nada a ver com isso”, escreveu Flávio. Em outra mensagem, pediu que Richarlison divulgasse um posicionamento nesse sentido.


CASO FOI PARAR NA JUSTIÇA

A disputa envolve também o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio, e uma sequência de negociações envolvendo diferentes empresas. Em abril de 2022, a WT Administração de Bens e Imóveis, ligada a Tomaz, firmou um contrato de compra e venda do imóvel com a empresa M Locadora, de Santos.

Após a transação, a viúva de um dos sócios registrou um boletim de ocorrência por suspeita de estelionato. Ela alegou que a casa já havia sido vendida cerca de 20 anos antes e levantou suspeitas sobre assinaturas e atos realizados em cartório.

Reprodução/Redes sociais e Instagram/@richarlison
Reprodução/Redes sociais e Instagram/@richarlison


O imóvel teria sido adquirido pela WT por R$ 600 mil, enquanto uma avaliação da Prefeitura de Angra dos Reis citada no caso apontava o valor de R$ 2,6 milhões. Tomaz afirmou ter desembolsado outros R$ 3 milhões para quitar impostos e dívidas relacionados à propriedade.

Em 29 de julho, uma empresa ligada a Willer Tomaz entrou com uma ação para impedir que Richarlison divulgasse conteúdos com sua versão dos fatos. Em 13 de agosto, a Justiça negou a adoção imediata de medidas e afirmou que o pedido “aproxima-se perigosamente da restrição prévia à manifestação do pensamento”.

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O acordo mencionado por Flávio teria sido firmado entre uma empresa de Tomaz e Renato Velasco. No fim de 2025, uma empresa ligada a Richarlison e Velasco renunciou à ação que movia para contestar a posse do imóvel. Ao UOL, o jogador afirmou que não autorizou o acordo.

Em nota, Tomaz declarou que Richarlison nunca foi parte em processo relacionado à ilha e que a empresa ligada ao atleta e a Velasco perdeu as ações em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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