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Rompimento entre Emicida e irmão foi dado após desvio milionário, revela portal

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Anúncio do fim da parceria musical entre Emicida e Fioti foi feito na última sexta-feira (28)  |   Bnews - Divulgação Instagram / @fiotioficial
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 01/04/2025, às 15h34



Depois de 16 anos, Emicida e o irmão, Fióti, anunciaram o fim da parceria musical na noite da última sexta-feira (28). Por meio de nota nas redes sociais, sem legenda e com os comentários bloqueados, o rapper anunciou o encerramento. “Informamos que, a partir desta data, Evandro Roque de Oliveira (Fióti) não representa mais os interesses da carreira artística de Leandro Roque de Oliveira (Emicida)”.


De acordo com o Portal Leo Dias, a razão do rompimento entre os irmãos se deu por conta de uma disputa pelo controle da empresa “Laboratório Fantasma”, que acabou ganhando contornos judiciais em março deste ano. Depois do artista ser processado pelo irmão por ter revogado a procuração que lhe permitia acessar as contas bancárias da empresa, Emicida tomou a decisão por uma acusação de desvio de mais de R$ 6 milhões , que teria sido praticada por Fióti entre junho de 2024 e fevereiro deste ano. 


Em resposta às solicitações liminares realizados por Evandro Fióti, a equipe jurídica de Emicida alegou que a revogação da procuração, que dava ao irmão acesso às contas de alguns bancos, aconteceu depois de transferências suspeitas serem identificadas. Conforme a defesa do rapper, movimentações no valor de R$2 milhões foram constatadas no começo de 2025, o que acarretou em uma análise mais profunda dos extratos bancários do ano passado. Quando revisaram as transações, a equipe jurídica do artista teria identificado um total de aproximadamente R$ 4 milhões transferidos sem justificativa aparente.


Ainda segundo o portal, Evandro Fióti teria feito as seguintes transferências das contas da LAB Fantasma para uma conta pessoal:

  • Duas transferências de R$ 250 mil em 3 de junho de 2024
  • Duas transferências de R$ 250 mil em 4 de junho de 2024
  • Duas transferências de R$ 500 mil em 26 de junho de 2024
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 27 de junho de 2024
  • Uma transferências de R$ 500 mil em 28 de junho de 2024
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 1 de julho de 2024
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 2 de julho de 2024
  • Duas transferências de R$ 500 mil em 22 de janeiro de 2025
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 4 de fevereiro de 2025
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 5 de fevereiro de 2025

A defesa de Fióti alega, em resposta à acusação do irmão, que os valores movimentados no começo deste ano foram divididos de maneira igualitária entre eles e que isso havia sido acordado previamente. De acordo com os advogados, foram transferidos para a conta de  Leandro Roque (Emicida):


  • Uma transferência de R$ 500 mil em 7 de fevereiro de 2025
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 13 de fevereiro de 2025
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 18 de fevereiro de 2025
  • Uma transferência de R$ 500 mil em 20 de fevereiro de 2025

A defesa de Fióti ainda anexou ao processo um e-mail enviado para o endereço profissional de Emicida em 20 de janeiro de 2025, falando sobre a distribuição dos lucros no valor de R$ 2 milhões de forma igualitária entre os dois irmãos.


Segundo Leo Dias, a defesa de Emicida também diz que o e-mail para informar sobre a transferência de maneira igualitária não estava mais sendo utilizado pelo rapper. Em contrapartida, a equipe de Fióti afirmou que houve uma troca de mensagens com o referido endereço no dia 13 de março deste ano. 


Mesmo assim, a defesa dele não apresentou justificativas para as transferências feitas entre junho e julho de 2024, que foram apontados como ‘desvios’, que totalizam cerca de R$ 4 milhões.

Classificação Indicativa: Livre

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