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Saiba quem é Bad Bunny, cantor que fez história no Super Bowl e 'deu nos nervos' de Donald Trump

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Bad Bunny impressiona com show político e cultural no Super Bowl, destacando a identidade latino-americana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @mtv
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 09/02/2026, às 12h52 - Atualizado às 13h30



Nascido em Porto Rico, o cantor Bad Bunny entrou para a história ao comandar o aguardado show do intervalo do Super Bowl, o evento de maior audiência da televisão norte-americana, no último domingo (8). A apresentação, marcada por forte simbolismo político e cultural, celebrou a identidade latino-americana e provocou reações imediatas, inclusive do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Com participações especiais de Lady Gaga e Ricky Martin, o espetáculo reforçou temas já presentes na obra mais recente do artista porto-riquenho, “Debí Tirar Más Fotos”, disco premiado como “Álbum do Ano” no Grammy, onde o artista exalta suas origens e discute memória e pertencimento. 

Diante do atual cenário de tensão envolvendo imigração e a comunidade latina nos EUA, o show já era apontado como o mais político da história do Super Bowl antes mesmo de começar. A repercussão não demorou, na manhã desta segunda-feira (9), Donald Trump classificou a apresentação como “uma afronta à grandeza da América”, evidenciando o impacto do discurso levado ao palco por Bad Bunny.

Porto Rico como cenário 

A performance foi realizada quase integralmente em espanhol, sem preocupação em traduzir o conteúdo para o inglês. Pelo contrário: logo na abertura, o telão exibiu a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, traduzindo o nome do evento para o espanhol e invertendo a lógica cultural dominante.

A ambientação reforçou o recorte identitário. O palco trouxe imagens do cotidiano porto-riquenho, com trabalhadores do campo, homens jogando dominó, mulheres em salões de beleza e outras cenas que remetem à vida popular da ilha. Desde os primeiros minutos, ficou claro que Bad Bunny pretendia transportar o público para sua terra natal.

Em determinado momento do show, o cantor se apresentou em espanhol: “Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você. Você vale mais do que imagina”.

América para além dos Estados Unidos

O momento mais simbólico ocorreu no encerramento da apresentação. Bad Bunny surgiu segurando uma bola de futebol com a frase “Juntos, somos a América”, cercado por bailarinos e músicos que empunhavam bandeiras de diversos países do continente.

“Deus abençoe a América”, disse o artista em inglês, apropriando-se de uma expressão tradicionalmente associada ao patriotismo norte-americano. Em seguida, redefiniu o conceito de América ao listar países como Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil e Colômbia, incluindo também os Estados Unidos e “minha terra mãe, Porto Rico”.

Ao fundo, um telão exibia a frase “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. O show foi encerrado com a canção “Dtmf”, faixa-título do álbum mais recente, que sintetiza os temas centrais da apresentação, o amor pelas pessoas e a identidade cultural do país.

Assista:

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