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Silvânia Aquino, da banda Calcinha Preta, lamenta primeiro São João sem Paulinha Abelha: “muito triste”

Agnews

A banda realiza o primeiro São João sem a cantora que faleceu em fevereiro

Publicado em 20/06/2022, às 06h36    Agnews    Diego Vieira

Em meio a agenda lotada, a banda Calcinha Preta tem enfrentado uma verdadeira maratona neste mês de junho com até três shows em um único dia. Além do cansaço decorrente dos quilômetros percorridos, entre uma cidade e outra, os integrantes agora encaram o sentimento de saudade já que este é o primeiro São João do grupo desde a morte da cantora Paulinha Abelha.

Um dos shows da agenda junina da banda sergipana ocorreu neste sábado (18), em Petrolina, cidade do sertão do Pernambuco. Após a apresentação, a cantora Silvânia Aquino lamentou o fato de não dividir mais o palco com Paulinha. No caso dela, é o primeiro São João em 25 anos sem a amiga.

“Uma tristeza tamanha. Esse é nosso primeiro São João sem ela no palco. Foram mais de 25 anos ao lado dela. Esse é o meu primeiro São João da vida sem Paula. É muito triste, mas eu também sei que ela está bem onde ela está. Eu tenho certeza que ela está muito feliz de ver a gente continuar com essa família, com essa história. Uma história que é dela, um legado lindo que ela deixou”, afirmou Silvânia em entrevista ao BNews.

Paulinha Abelha morreu em 23 de fevereiro deste ano, aos 43 anos, após passar seis dias internada em um hospital de Aracaju. O laudo médico definitivo apontou infecção do sistema nervoso como a causa da morte.

Apesar da tristeza e saudade, Silvânia celebrou o retorno aos palcos durante os festejos juninos que ficaram suspensos por dois anos consecutivos em razão da pandemia.

“Dois anos sem forró, mas no caso da gente aqui em Petrolina, tinha muito mais que dois anos. É uma alegria tamanha poder estar aqui fazendo evento tão lindo e grandioso, com tantos amigos, tantos artistas maravilhosos”, ressaltou.

Com o retorno das viagens e a correria dos shows, voltaram também os perrengues enfrentados pela banda nas estradas, como a alimentação, ou a falta dela.

“A gente para em certos lugares que você come ou come. A comida é cruel, mas a gente tem que comer. Quando a gente chega no camarim, a gente tira a barriga da miséria”, contou a vocalista aos risos enquanto era interrompida por Daniel Diau, seu parceiro de banda.

“Uma vez ou outra a gente come um ovinho nos postos de gasolina para dar uma diferenciada no cardápio”, brincou o cantor.

Apesar dos perrengues, Bell Oliver, vocalista da banda, garante que sentiu falta de pegar a estrada durante o período em que ficou sem fazer shows. Para ele, o contato pessoal com os fãs compensa os imprevistos enfrentados.

“Eu particularmente senti muita saudade de pegar a estrada. A gente acostumado a estar todo dia numa cidade diferente recebendo essa energia, essa troca de carinho”, pontua.

Depois de Petrolina, a Calcinha Preta, que deve lançar ainda neste ano um CD com canções inéditas e um DVD, ainda vai percorrer outras 19 cidades apenas no mês de junho, maior parte delas na Bahia.

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