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A influenciadora Any Awuada, foi presa junto com a mãe durante uma operação da Polícia Civil na última quinta-feira (22). Ela é investigada por um esquema de falsificação e venda de cosméticos e perfumes adulterados, que já teria causado prejuízo a diversas vítimas em diferentes estados. Desde agosto de 2023, a mulher acumula ao menos nove processos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), sendo condenada em cinco deles por danos materiais.
O caso veio à tona após o registro de um boletim de ocorrência no qual uma compradora relata ter pago R$ 857,90 por perfumes supostamente importados, mas recebeu versões falsificadas. A denúncia levou à descoberta de um padrão: vítimas relataram compras de produtos como bolsas, tênis e cosméticos pela loja virtual de Any, e em comum, a decepção — ou receberam itens falsos ou sequer tiveram a entrega realizada.
Apesar das denúncias, Any mantinha perfis nas redes sociais anunciando os produtos. Ela ostentava uma vida de luxo, com viagens internacionais, passeios de lancha e festas badaladas. Ganhou maior projeção na mídia após afirmar ter recebido R$ 20 mil para comparecer a uma festa organizada por Neymar Jr., em março. Após o evento, chegou a anunciar uma gravidez nas redes sociais e afirmou que faria teste de DNA, sem revelar quem seriam os possíveis pais.
Segundo os autos de um dos processos, a defesa de uma vítima que gastou mais de R$ 12 mil em produtos com Any destacou que a ré havia “ganhado notoriedade nas mídias por suposto envolvimento com jogador de futebol” e teria recebido “quantias consideráveis em uma plataforma digital”, referindo-se ao Privacy.
Além das acusações de estelionato, Any também responde por ameaças. Em um dos casos, após uma denunciante alertar outras pessoas sobre os golpes, teria recebido mensagens como “você vai morrer” e “já ‘to’ com todos seus dados”. Os prints das ameaças foram anexados ao processo.
As investigações apontam que Awuada usava a conta da própria mãe, Angela de Macedo, para receber os pagamentos. Em ao menos um processo, há comprovação de transferência feita diretamente para a conta de Angela durante uma venda. Ambas foram presas na ação da Polícia Civil, que ainda deteve uma terceira mulher suspeita de integrar o mesmo esquema.
A movimentação financeira das investigadas também chamou a atenção das autoridades, com valores que ultrapassam R$ 2 milhões. Em nota enviada ao portal Metrópoles, a defesa de Any afirmou que a prisão temporária “aconteceu apenas para investigação policial do caso” e que a equipe jurídica “está tomando ciência integral dos autos para adotar todas as medidas cabíveis”.
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