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Tays Reis retoma a carreira após quase três anos e defende poder feminino no arrocha; confira

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Tays Reis está lançando seu novo EP, chamado de “A Rainha do Paredão”  |   Bnews - Divulgação Foto: Isabella Morilla De Carvalho
Franciely Gomes

por Franciely Gomes

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Publicado em 28/05/2024, às 12h08



De volta à carreira musical após uma pausa de quase três anos, Tays Reis deixou os fãs animados ao anunciar o lançamento de seu mais novo EP, chamado de “A Rainha do Paredão”, que conta com cinco faixas inéditas liberadas ao longo do mês de junho.

Em entrevista exclusiva a reportagem do BNews, a artista baiana, natural de Ilhéus, contou detalhes sobre a escolha do nome do álbum. “Quando eu comecei a fazer meus primeiros CDs ali, tudo de arrocha, mulher cantando arrocha, a galera, os fãs já tinham me pintado disso, né? De Rainha do Paredão”, disse ela.

A ex-Fazenda ainda revelou que uma das maiores motivações para o nome foi quando o perfil da Billboard escreveu o apelido dela no aplicativo ‘X’, antigo Twitter. “Me surpreendeu muito quando eu vi eles tweetando, porque é um nicho totalmente fora, que não é da realidade aqui, né? São Paulo, Rio, enfim. Daí aquilo me surpreendeu, eu falei: ‘Mano, como que eles sabem disso? Não, não é possível uma coisa dessa’”, confessou.

“Esse álbum realmente foi todo pensado na minha vida, na minha carreira, de tudo que eu construí. E esse título realmente foram os fãs que me deram. Mas aquele momento ali que a Billboard postou, foi um start pra mim, sabe? Ê, acorda garota, ó, a vida tá te chamando”, brincou.

“As músicas [do EP] são autorais e  românticas, realmente falando de mim, do que eu gosto. Trazendo a minha raiz mesmo, a minha verdade, de sempre cantar arrocha desde sempre, né? Desde antes da metralhadora, os meus primeiros CDs eram muito parecidos com o que eu faço hoje, era sempre aquela arrocha ali, romântico e que empoderam as mulheres, falando de amor ao mesmo tempo”, ressaltou.  

Mulheres no arrocha 

Permanecendo firme no gênero do arrocha desde o início de sua carreira, que começou aos 19 anos com o projeto “Vingadora”, a artista revelou que o ritmo musical ainda é predominantemente masculino e é importante que as mulheres se unam na busca pela representatividade feminina.

“Isso que eu prego, assim, sempre, aonde eu vou. Eu sempre bato nessa tecla, porque tem muita mulher que faz arrocha. Muita mulher que faz arrocha, só que não tem espaço e nem reconhecimento. Eu falo por experiência própria, porque na época que a ‘Vingadora’ aconteceu com o CD de arrocha, a ‘Vingadora’ tava sendo ali meio que a pioneira a levar o arrocha na voz feminina”, relembrou.

“Ali já existia um preconceito de que mulher não canta arrocha. Por isso que até hoje, você vê os maiores fenômenos do arrocha são homens, né? Não tem muita mulher com esse mesmo respeito que você falou aí, como Pablo, Tayrone, Tierry. Você não vê mulher com esse título”, afirmou.

Tays ainda aconselhou as cantoras de arrocha da nova geração. “Acho que as mulheres precisam mesmo acordar, se unir mesmo e mostrar que a mulher também sabe fazer arrocha. Inclusive eu conheço várias cantoras de arrocha, não só da minha época como nessa época agora, que tipo assim, estão arrebentando e precisam realmente de espaço. Mostrar que realmente a mulher faz arrocha e persistir, né? Não desistir, porque assim, eu nunca desisti”, concluiu. 

Classificação Indicativa: Livre

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