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A atriz Érika Januza provocou repercussão nas redes sociais após relatar um episódio de racismo vivido dentro de um relacionamento amoroso. No ar como a rainha Niara, em A Nobreza do amor, a atriz chocou os fãs com o relato.
O desabafo aconteceu durante o programa Saia Justa, exibido na última quarta-feira (13), dia em que é celebrado a Abolição da Escravatura no Brasil, e reacendeu discussões sobre racismo recreativo, violência psicológica e a naturalização de agressões disfarçadas de humor.
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Durante a conversa, Érika contou que foi apresentada pelo então namorado como “uma macaquinha” durante um encontro em um sítio. Segundo a atriz, o comentário aconteceu diante de outras pessoas, que riram da situação enquanto ela tentava esconder o constrangimento.
“Um namorado na época me apresentou da seguinte forma… ‘essa aqui é uma macaquinha que eu achei aqui no mato’”, relatou.
A artista disse que ficou sem reação no momento e passou o restante do encontro chorando em silêncio.
“Aquilo… meu choro ficou aqui. Eu me escondi, ela riu e eles seguiram conversando sobre o sítio. Eu chorei o tempo inteiro até ir embora”, afirmou.
Segundo Érika, ao perceber que ela estava abalada, o ex-companheiro reagiu minimizando a situação e tratando o episódio como uma simples brincadeira.
“Ah, não é possível, tava só brincando”, relembrou a atriz.
No programa, ela fez um alerta sobre como violências emocionais e raciais muitas vezes começam de forma aparentemente “leve”, até serem normalizadas dentro das relações.
“Então para vocês ficarem atentas porque começa com uma brincadeirinha aqui”, disse.
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Reação na web
A fala repercutiu e especialistas e movimentos antirracistas costumam definir esse comportamento como racismo recreativo: quando a ofensa racial é apresentada como piada para constranger, inferiorizar ou humilhar pessoas negras sem que o agressor assuma explicitamente o preconceito.
Nas redes sociais, muitos internautas destacaram justamente a tentativa de transformar racismo em humor.
“Racismo não deixa de ser racismo porque veio acompanhado de um sorriso”, escreveu uma usuária.
“Tem brincadeira que mata”, comentou outra pessoa.
Diversos seguidores também chamaram atenção para a dificuldade de reagir quando a violência parte de alguém próximo emocionalmente.
“Quando vem de quem menos esperamos, é paralisante”, publicou um internauta.
Outro comentário bastante compartilhado apontou como mulheres negras frequentemente são desacreditadas quando denunciam situações de preconceito.
“E quando a gente fica atenta, nos chamam de chata, vitimista, militante demais...”, escreveu uma seguidora.
A repercussão também acabou expondo outro problema: a quantidade de comentários preconceituosos direcionados à atriz após o relato. Parte dos usuários passou a associar o episódio ao fato de Érika já ter vivido relacionamentos interraciais, usando termos pejorativos como “palmitagem”.
As falas geraram reação de outras pessoas que criticaram a tentativa de responsabilizar a vítima pela violência sofrida.
“Uma mulher negra pode namorar o homem que ela quiser”, rebateu uma internauta.
Outro comentário criticou o tom de parte das mensagens publicadas nas redes.
“O absurdo dos comentários de pessoas negras falando de outra pessoa negra é tão ridículo que dá vontade de vomitar”, escreveu uma usuária.
Também houve quem destacasse que o caso envolve não apenas racismo, mas humilhação e misoginia contra mulheres negras.
“Além de racismo, ela também foi vítima de misoginia”, comentou uma seguidora.
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