Polícia
A Justiça determinou, na última quarta-feira (13), a soltura do empresário Marcelo Batista, investigado pela morte de dois funcionários de um ferro-velho localizado no bairro de Pirajá, em Salvador. Ele será monitorado por tornozeleira eletrônica e deverá cumprir medidas cautelares.
Apesar de ser investigado pelo duplo homicídio de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Silva Muniz, de 25, em novembro de 2024, Marcelo teve a soltura decretada dentro de um processo que apura outro crime: uma tentativa de homicídio contra três pessoas em agosto de 2025.
O empresário se tornou o principal suspeito pela morte dos jovens após eles desaparecerem ao saírem para trabalhar. À época, familiares revelaram que as vítimas haviam sido acusadas por Marcelo de furtar um gerador dias antes de sumirem.
Ao longo das investigações, a polícia encontrou manchas em um carro de luxo pertencente ao empresário. Dias depois, laudos periciais apontaram que as vítimas teriam sido mortas dentro do estabelecimento comercial. Os corpos deles, no entanto, ainda não foram encontrados.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou Marcelo Batista e o soldado da Polícia Militar Josué Xavier Pereira pelos homicídios. A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do empresário em diferentes momentos.
Em junho de 2025, Marcelo se apresentou voluntariamente após passar mais de dois meses foragido. Na ocasião, ele obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a cidade.
Cerca de dois meses depois, em agosto, o empresário voltou a ser preso durante uma operação relacionada à tentativa de homicídio contra três pessoas, duas delas ex-funcionárias do ferro-velho. Conforme as investigações, as vítimas foram alvo de disparos de arma de fogo, mas sobreviveram.
De acordo com a polícia, no momento do cumprimento do mandado, Marcelo tentou se esconder embaixo de um armário e reforçou a fechadura do cômodo onde foi localizado.
Em setembro de 2025, ele voltou a ser colocado em liberdade com medidas cautelares, mas acabou preso novamente em outubro, após decisão judicial que revogou a soltura anterior no âmbito do processo por tentativa de homicídio.
Na ocasião, ele tentou subornar policiais penais dentro da Cadeia Pública de Salvador (CPSa), no Complexo da Mata Escura, oferecendo R$ 5 mil a um agente para ter facilidades durante a prisão.
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