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Virginia Fonseca se pronuncia após repasse de R$ 17 milhões ligado a Willer Tomaz, investigado pela PF

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Willer Tomaz se tornou figura recorrente nos noticiários nas últimas semanas por conta de sua amizade com Flávio Bolsonaro (PL)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram
Maiara Lopes

por Maiara Lopes

maiara.lopes@bnews.com.br

Publicado em 06/11/2026, às 17h36



Virginia Fonseca negou ter conhecido ou mantido contato com o advogado Willier Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro que é suspeito de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de casas de apostas. A influenciadora se posicionou por conta da revelação de que recebeu repasses de R$ 17 milhões de uma empresa atribuída a ele.

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"O senhor Willer Tomaz não figura como parte em qualquer contrato celebrado por Virginia Fonseca, que esclarece, ainda, não conhecê-lo e jamais ter mantido com ele qualquer contato ou tratativa", declarou Sanderson Mafra, advogado de Virginia, em nota enviada ao site Notícias da TV.

As informações foram publicadas pelo C-Level, canal de finanças do jornal Folha de S.Paulo. A AMP Pay Marketing e Negócios repassou R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, empresa que tinha Virginia como dona, entre março e setembro de 2024, época em que a famosa era garota-propaganda da casa de apostas Blaze.

Tomaz, que foi considerado o maior apostador em bets no Brasil em 2025, pode ter alguma atuação na Blaze, segundo suspeita da PF. A assessoria de imprensa da influenciadora confirmou ao jornal que os pagamentos foram referentes à contratação de campanhas publicitárias, mas não especificou quais seriam.

A empresa de Virginia recebeu o montante por meio de cinco remessas via pix. As transferências foram consideradas suspeitas pelo Banco Santander, que acionou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão que recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de lavagem de dinheiro.

A PF obteve documentos em que Tomaz disse ser sócio ou acionista da AMP. As investigações apontam que a instituição tem características que levantam a hipótese de ser uma empresa de fachada. O que mais chamou a atenção das autoridades foi o fato de a AMP ser registrada na categoria Simples Nacional, ou seja, para negócios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

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À reportagem, o advogado de Virginia completou: "Quanto às informações relativas à atuação de terceiros, à composição societária de empresas ou a eventuais investigações, os questionamentos devem ser direcionados aos respectivos envolvidos, a quem compete prestar os esclarecimentos pertinentes."

Willer Tomaz se tornou figura recorrente nos noticiários nas últimas semanas por conta de sua amizade com Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais. O senador é apontado como parte do suposto esquema de lavagem de dinheiro do advogado. A PF investiga indícios de uma sociedade oculta entre os dois.

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