Martins, que presidiu o TJD-BA até outubro de 2013, alega que há conflitos de natureza desportiva |
Publicado em 12/02/2014, às 06h28 Redação Galáticos Online (@galaticosonline)
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Os torcedores e dirigentes do futebol baiano foram pegos de surpresa nesta terça-feira (11) com uma notícia que envolve o Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA). O ex-presidente e atual auditor do Tribunal Pleno, Ronaldo Martins da Costa, protocolou junto ao STJD um pedido de intervenção no órgão baiano.
Martins, que presidiu o TJD-BA até outubro de 2013, alega que há conflitos de natureza desportiva, ausência de documentos pertinentes ao ano de 2013, infração da constituição federal, da Lei Pelé e CBJD. Ainda acusa a casa de não ter procurador geral, de violar as regras da lista tríplice para eleição do procurador geral e afirma que o atual presidente, Luís Henrique Maia Mendonça, ocupa o cargo sem eleição regular.
Ronaldo Martins ainda garante ter sido procurado pelo secretário do Tribunal, Ricardo Patrese, alegando que não foram encontradas atas. Mas, a surpresa maior diz respeito ao pedido do advogado para ser reconduzido à presidência. Na sua gestão no comando do TJD, Martins ficou marcado por fatos negativos, entre eles o de não ter convocado sessões, ter deixado de julgar casos importantes, como o das caxirólas atiradas por torcedores do Bahia, e ter deixado o Tribunal praticamente parado.
Em entrevista ao programa Arena Transamérica, o atual vice-presidente do TJD, João paulo Oliveira, se mostrou surpreso e decepcionado com a atitude do colega. "Tive conhecimento agora pela tarde, recebi com grande tristeza, em virtude das alegações, que são completamente infundadas. O Tribunal está atuando de forma para que não haja interferência em resultados de partidas, atuado na estrita legalidade".
Oliveira também revelou ter suspeitas de que a atuação dos atuais comandantes do órgão esteja incomodando alguém que está por traz de tudo isso. "Nunca teve procurador geral no Tribunal, nem na gestão do Dr. Ronaldo. A lista tríplice para esse cargo deveria ser feita pelo presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, que nunca fez. Além disso, não só teve o processo eleitoral como a seção da eleição do presidente Luís Henrique foi presidida pelo próprio Ronaldo Martins, que inclusive votou. Tenho certeza de uma coisa cm isso tudo. O Tribunal agindo corretamente está incomodando alguém. E peço aos torcedores que fiquem tranquilos. Não vai passar mais um processo sem julgamento. Essa época obscura acabou, qualquer resultado só vai ser conquistado dentro de campo", destacou.
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